Estrada Sem Lei | Crítica

Com o selo original Netflix, “Estrada Sem Lei” é baseado em fatos reais, numa história “popular americana”, retratando as ações criminosas do casal “Bonnie & Clyde” e seu bando que trouxeram terror, pseudo-sensação de liberdade e luta social, misturado a sangue de inocentes e agentes públicos da lei, com um único objetivo, alimentar um dos setes pecados capitais, a ganância.

Os filmes, livros baseados em fatos reais sofrem duas vezes mais que trabalhos fictícios, afinal, precisam ser um espelho da verdade, e claramente, como não haverá surpresa alguma para o espectador, para o leitor, talvez não despertem interesse, desejo do grande público, apenas de poucos curiosos. Afinal, algumas histórias são axiomáticas, e estão presentes em nossa cultura, nos anseios sociais. Então, assistir “Estrada Sem Lei” deveria flertar com o pensamento comum, certo? Errado. Boa parte das adaptações gosta de ilustrar, enaltecer, o casal de criminosos, entretanto, esse longa trabalha a visão dos heróis, sem aspas mesmo, que tentaram capturar, prender os antagonistas.

Falando sobre este último tópico, não veremos a dupla antagonista tão freqüentemente, pra ser honesto, os seus rostos apenas serão visíveis no final, e isso foi proposital. Pois na visão brilhante do diretor John Lee Hancock, nessa caçada de “gato e rato” que a trama leva, o verdadeiro antagonismo beira a insensatez social, a creditar, a ovacionar condutas erradas como sendo certas, e que fique bem claro, se o agente público ou não, traz consigo pensamentos de guerra, de morte, de desumanidade, ele não serve de herói para seu ninguém, muito menos de “mito”. Seja ele um traficante “amigo”, um miliciano “legal”, um político corrupto, ou para exemplos mais próximos de nosso dia-a-dia, o preconceituoso, o carinha que ficou com o troco errado, este não é herói para uma sociedade justa e pacífica.

Em se tratando de filme de época, o figurino foi bem escolhido, as locações deram o necessário e satisfatório tom para a trama, que contou também com uma boa direção de cenas e falas, tornando “Estrada sem Lei”, um tanto atual. Todavia, o roteiro de John Fusco apresentou seus percalços, afinal, perdeu-se muito tempo com histórias secundárias, arrastando o longa para um pouco mais de duas horas, passando a leve sensação de que a trama poderia estar perdida em alguns momentos, quando uma linguagem direta poderia ter o mesmo resultado.

Estrada sem Lei” ganha um espaço cativo dentre os longas desse ano pelas ótimas e intensas atuações de dois “monstros”, Kevin Costner e Woody Harrelson, que viveram respectivamente os policiais aposentados Frank Hamer e Maney Gault. E apesar de suas limitações, voltam ao trabalho pelo dever de livrar a sociedade daquela injusta agressão. As cenas quando isoladas, tratando um ou outro ator, já expressam uma força incomum ao meio, quando juntos, tornavam-se épicos. Sem sombra de dúvida, Kevin Costner e Woody Harrelson “roubaram” o filme e abrilhantaram a produção.

Portanto, assistir “Estrada sem Lei” será um convite todo especial ao ótimo trabalho dos atores, a um enredo ligeiramente bom e principalmente a formatação de nossas escolhas, de quem chamamos de exemplo. É impossível sairmos da sessão de exibição, seja ela onde for, sem ao menos fazermos uma pergunta a si mesmo: Onde errei o caminho? E se ainda não erramos, que cuidemos de nossas vidas, pensando em fazer o certo, o moral.

Classificação:

Estrada sem Lei estreou no serviço de streaming no dia 10 de Março e encontra-se no catálogo de sua Netflix. 

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