O Nome da Morte | Crítica

Por vezes os filmes nos levam a lugares que só a imaginação pode fazer: a fantásticas fábricas de chocolate; terras médias; viajamos galáxias muito, muito distantes; descobrimos alterações significativas em nosso DNA, que torna o ser humano obsoleto, abrindo portas para a evolução – novos seres mutantes -; mas O Nome da Morte – uma produção nacional, baseado no livro do jornalista pernambucano Kléster Cavalcanti – nos devolve a realidade dura e sombria num país, de altíssima taxa de homicídio e que convive diariamente com crimes de pistolagem e muita impunidade.

Julio Santana (Marco Pigossi) é um assassino de aluguel – em nosso regionalismo, um pistoleiro – responsável por 492 mortes. Num país onde impera desestruturação socioeconômica, de processo latente de desestabilização de nossas instituições governamentais e de confusa moralidade, dificilmente esse criminoso é levado para trás das grades.

O Nome da Morte/Globo Filmes – Divulgação

E sobre o longa, não podemos falar qualquer coisa sem elogiar o atual momento do cinema brasileiro, que passa por um processo de modernização e qualificação estrutural incrivelmente bom. Poderíamos até citar vários exemplos de tramas nacionais recentes bem resolvidas, mas iremos nos ater ao Nome da Morte, pois ele consegue resumir esse momento. O filme aposta num tom realista – pés no chão, o que caracteriza bem as múltiplas execuções de cenas, dirigidas Henrique Goldman.

O Nome da Morte/Globo Filmes – Divulgação

As fotografias impressionam, destacam-se, mostram um cenário esquecido de nosso Brasil. E apesar de um inicio sofrível, a trama consegue se desenvolver bem, do meio ao final. Outro ponto positivo da história está nas boas atuações do seu elenco, nas pessoas de Marco Pigossi, Fabíula Nascimento, e André Mattos, tomando como exemplo o personagem de Pigossi: Claramente identificamos em feições, postura, a luta diária de Julio Santana contra si mesmo.

Portanto, O Nome da Morte é mais um filme, com o selo de qualidade cinematográfico nacional, tão característico a essa nova safra. Corajoso, ele denuncia o Sistema Jurídico Penal Brasileiro e Órgãos Operativos de Segurança Pública, através das reiteradas ações criminosas, sem autoria definida. Nos traz de volta ao Mundo real.

 

 O filme encontra-se em Cartaz nos Cinemas!!!

 

Curta a nossa página no Facebook!!!

Siga nos no Instagram!!!

E continue acessando o nosso Site…

 

Por Amauri Alves

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Top