O Protetor 2 | Crítica

O longa mantém a pegada do primeiro em passos, relativamente, mais lentos…

Denzel Washington vive mais uma vez Robert McCall em “O Protetor 2”. A implacável sede de justiça corre nas veias do ex-militar, e nessa sequência ela acentua-se.

Não parece que anos separam este filme do primeiro. Apenas que Robert McCall tenha mudado de emprego, cidade, bairro e vizinhança após o embate original. Como o título do filme ilustra bem, o protagonista continua a cuidar das pessoas que o cercam, independente da distância, periculosidade ou desafio, McCall não mede esforços para salvar o dia, e trazer justiça aos “excluídos”.

O Protetor 2/Sony/Columbia – Divulgação

Após a morte de um agente infiltrado em Bruxelas, Bélgica; a agente e amiga de McCall, Susan Plummer (Melissa Leo) é indicada aquela localidade para investigar o homicídio – antes tratado como suicídio -, mas a sua presença proporciona aos suspeitos o temor da descoberta do crime, logo, a executam, motivando, então, o desejo punibilidade pelo personagem de Washington.

Sobre a trama, ela literalmente patina em seu desenvolvimento, com dificuldades enormes para se acertar. Perde-se muito tempo na introdução do longa, reestabelecendo algo inerente ao personagem principal. E pouco é trabalhado sobre a história principal. Talvez por culpa de um roteiro mal elaborado. Tornando lenta a abordagem de uma cena ou outra. Fazendo crer que não se trata de filme, mas de um episódio longo de uma Série de TV.

O Protetor 2/Sony/Columbia – Divulgação

Como qualquer estrutura cinematográfica, há diversos personagens em cena fora o protagonista, em “O Protetor 2”, infelizmente observa-se o mau aproveitamento do núcleo auxiliar. E isso, é decorrente de um roteiro exclusivista ao principal. O próprio anti-herói – Dave York –, vivido por Pedro Pascal não é bem desenvolvido na trama, tornando a sua presença, a sua ameaça não muito relevante.

Quanto ao outro oposto… O que falar do protagonista do longa Denzel Washington??? Sempre muito contundente em suas atuações. As feições do personagem claramente expressam palavras, sentimentos, a história do próprio Robert McCall. E nessa sequência, Washington consegue aprofundar ainda mais o seu papel.

Quanto a direção, Antoine Fuqua diretor do longa, mais uma vez registra a sua marca. O longa apresenta ótimas cenas de ação, bem desenvolvidas, dirigidas, todavia foram poucas, decorrentes de uma trama mal elaborada – E isso foi uma “pena”. Sabe…. Faltou o algo a mais ao filme, a “cereja do bolo”.

O primeiro é um bom filme, e nessa pegada foi gerado um sentimento, uma perspectiva que o segundo seria espetacular, mas, por interesses desconhecidos, teve a mesma pegada. Não ultrapassando a linha do ótimo, não ousando, não oportunizando. O que tornou “O Protetor 2” simplesmente comum.

 

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Por Amauri Alves

 

 

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