Nessa entrevista, estaremos conversando com Ricardo Schiesari Barreto Cruz, ou como nós conhecemos, Ricardo Cruz. Jornalista, vocalista, youtuber, professor de língua japonesa e antes de tudo, fã de tokusatsu. Como já sabemos, Ricardo é vocalista da superbanda de anisong Jam Project e compositor da segunda canção de abertura do anime “One Punch Man” em 2019. Para a nossa alegria, Ricardo Cruz:

 

SiriNerd – Bom dia Ricardo, antes de entrarmos no assunto música, apresente-se para o nosso público. Como é o seu dia a dia?

Ricardo Cruz – Eh, bom! Eu sou Ricardo Cruz, sou cantor, sou professor de japonês nos últimos anos também, mas sou essencialmente cantor e compositor. Meu dia a dia é cada dia de um jeito, cada dia de uma maneira. Eu tenho algumas coisas regulares que acontecem sempre que é, hoje em dia, o meu canal no Youtube. Então eu preciso produzir uma música por semana para postar no canal. Eu tenho também uma rotina com meu canal do Nihongo que é o meu curso de japonês, a gente tem um canal no Youtube também e tenho meus compromissos dentro do curso, o curso fechado que a gente tem e enfim coisas do Jam Project, coisas que eu faço mas que não são regulares então cada dia é um dia diferente um do outro que pra mim é ótimo. Não conseguiria ter um dia parecido com o outro assim. Não conseguiria mesmo, hoje em dia.

SiriNerd – Você nasceu em São Paulo. Como você entrou no mundo da cultura japonesa?

Ricardo Cruz – Eu nasci em São Paulo e entrei pela televisão, como toda a minha geração, assistindo Jaspion, Changeman e todos os tokusatsu que fizeram sucesso na Tv Manchete. Fiquei muito fã, tinha a idade certa né, comecei a ver com sete anos em tempo real mesmo, assim as primeiras exibições de Jaspion e Changeman. E depois peguei a febre Cavaleiros já um pouco mais velho, ali em 94. Eu virei fã de verdade na época de Cavaleiros. Não que Cavaleiros eu seja mais fã do que tokusatsu, na verdade não, sou mais fã de tokusatsu do que Cavaleiros, mas eu comecei antes, eh, desculpa, com Cavaleiros, teve uma febre, foi tão gigantesca que saia no jornal e tal. E no jornal saiu o endereço de uma, de uma biblioteca de mangá na Vila Mariana. E meu pai me levou até lá. E nessa biblioteca de mangás aqui em São Paulo tinha um cartaz de um grupo de fãs de cultura japonesa que gostava de tokusatsu e eu estava um tempo já sem assistir tokusatsu. Naquela época, um ano, talvez um ou dois anos só sem ver, mas era uma eternidade assim. E aí eu falei pro meu pai me levar nesse grupo de fãs que era o Neo Animation. Ele me levou, eu, com quatorze anos me tornei membro do Neo Animation e desde então eu sou fã mesmo, assim, de andar com outros fãs, de colecionar coisas. Até hoje esse processo nunca parou.

SiriNerd – Uma pergunta meio forte. Anime ou Tokusatsu?

Ricardo Cruz Tokusatsu embora eu gosto bastante de anime, gosto muito de anime, anime é muita coisa. Tokusatsu é mais um estilo marcado. Aquele tipo de explosão, aquele tipo de personagens, aquele tipo luta. Já anime é muita coisa. Anime é desde Cavaleiros do Zodíaco até sei lá, Lupin, O Terceiro entendeu. Ou até animes para adultos, para mulheres solteiras entendeu. Tem muitos tipos de anime, sobre culinária para chefes de cozinha. Então o escopo do anime é muito grande, então, mas assim, do coração mesmo, é o tokusatsu.

 SiriNerd – Não esconda nada. Como foi a sensação de estar num lugar mágico como a Pedreira da Toei? Curiosidades da viagem ao Japão?

Ricardo Cruz – Nossa, quando eu fui pela primeira vez para Pedreira da Toei, foi, realmente, essa é a palavra, foi mágico, mágico, mágico tanto que eu tenho uma lembrança bem etérea assim sabe, bem abstrata dessa experiência. Não lembro nem direito a ordem das coisas, de verdade, eu andava por aquele lugar, eu fui com a família que era a dona da pedreira. Não sei se ainda é. Eu fui com essa família, eles me mostrando então ficava meio perdido ali olhando, emocionado, uma coisa muito louca assim. Eu tenho filmagem disso, mas elas tão na casa do meu pai em fita Mini DV. Eu tô doido para resgatar essas filmagens, realmente não sei onde tá porque eu queria ver. Eu não me lembro direito a ordem das coisas daquele dia, foi muito emocionante. Depois eu voltei lá, esse ano, de 2019, vinte anos depois e aí foi uma experiência bem diferente, foi bem mais consciente, gravei vídeos lá e foi mais curta também porque eu fui como visitante de locação sabe. Para ver se eu queria alugar a pedreira para fazer alguma coisa lá. Então fui com uma pessoa me apresentando aquele lugar. Então não teve a mesma magia da primeira vez, mas é sempre incrível e sempre mágico ir a pedreira.

SiriNerd – Como é a rotina de um vocalista da Jam Project? Algum dia poderíamos ver a Jam no Brasil? E o relacionamento com os integrantes?

Ricardo Cruz – A rotina é dividida entre a música hoje em dia e outros trabalhos mas eu tô atualmente num processo de composição de demos de músicas novas pro Jam Project que vai lançar um disco de vinte anos de carreira no ano que vem e eu tô compondo canções pra esse novo disco deles que sai ano que vem então já tô bem produtivo musicalmente assim nessas últimas semanas por conta disso. O Jam já veio ao brasil, duas vezes, em 2018 e 2012 ou 2013 achou e espero muito que venha de novo, ainda não tem nenhum plano. O relacionamento que eu tenho com os integrantes é muito incrível, é muito bom, são amigos hoje em dia de longa data. Eu entrei paro o Jam em 2005 então, já faz bastante tempo que a gente se conhece. Nos vemos pouco porque eu moro no brasil e eles estão no Japão, mas é um aprendizado constante e um respeito enorme.

SiriNerd – Particularmente, gostei muito (muito mesmo) das suas versões para SHINOBI 88 e Journey Through The Decade (aliás, é a minha preferida por causa de Decade). Como é a sua rotina no estúdio? Suas inspirações para ótimas versões? E como é a parceria com Lucas Araujo? Teremos novidades em breve?

Ricardo Cruz – Poxa, primeiro obrigado por elogiar essas duas versões, são duas versões bem-queridas pra mim também. Eu adoro essas duas músicas em especial a SHINOBI porque a do Kamen Rider Decade eu conheci a música veja só: fã de tokusatsu em? Eu conheci a música, gravando a música. Foi meio maluco sabe assim, eu ouvia uma frase, aprendi a melodia, aprendi a letra e cantava a minha versão dessa frase e depois fui refazendo né fui me habituando com ela. Eu fui tentando buscar uma interpretação própria porque a versão original que é do Gackt, ele tem uma interpretação toda dele né é muito característica interpretação do Gackt. Eu não quis de maneira alguma acabar, sem perceber, copiando o jeito dele. Eu quis fazer uma coisa mais minha e é uma música que fez bastante sucesso no canal assim fico feliz que você tenha curtido também.

A parceria com o Lucas é incrível. Ele é um músico talentosíssimo, faz todos os arranjos do canal, trabalha bastante porque é um trabalho duro toda semana você, imagina, fazer um arranjo, gravar todos os instrumentos e ter ideias então é um trabalho que merece muito ser reconhecido e vocês podem esperar mais músicas muito incríveis dessas, iguais às que a gente posta, versões diferentes às vezes bastante diferente, que na verdade, a ideia original do canal, que se chama Anison Lab,  então é um laboratório de temas de animes. A ideia é mudar né e a gente tá preparando também coisas originais, músicas originais próprias que deve sair no primeiro semestre do ano que vem.

SiriNerd – Como é sua relação com Larissa Tassi? A nossa eterna voz dos Cavaleiros do Zodíaco! O último vídeo com você cantando com Larissa o tema das Guerreiras Mágicas foi muito massa!

Ricardo Cruz – A Lari é uma amigona mesmo assim, eu conheci a Lari no projeto Cavaleiros in Concert que eu fiz junto com o Rodrigo Rossi e também com o Edu Falaschi. A gente ficou bastante amigo, eu e a Lari. Ultimamente a gente não tem se visto muito, de se encontrar mesmo assim sabe, ela vem aqui em casa e tal tomar uma cervejinha, dá risada, a gente sempre tem alguma coisa que lembra do outro, manda mensagem. A gente virou amigo, não só colega de trabalho assim, viramos bons amigos. Eu tive a honra de receber a Lari no meu canal pra fazer essa versão misturando a versão que ela gravou em português da música das guerreiras mágicas com a versão japonesa. Fiz ela cantar em japonês. Ela ficou morrendo de medo, mas cantou super bem. A Lari canta super bem eu sou muito, muito fã dela.

SiriNerd – De quem foi a ideia da formação da Danger3? Mais novidades virão?

Ricardo Cruz – O Danger3 é um projeto que nasceu da união, minha, da Larissa e do Rodrigo mesmo. A gente atuava como Cavaleiros in Concert, que foi uma ideia do Rodrigo de juntar os intérpretes dos temas nacionais de Cavaleiros. A gente se deu tão bem que a gente idealizou uma banda pra fazer temas originais, só música própria inspirada em lançamentos da cultura pop aqui no brasil e disso nasceu o Danger3 que anda em marcha lenta, não tem como ser diferente né a gente tem poucos lançamentos no Brasil comparado com os estados unidos, com o Japão. A gente não lança tantas coisas aqui então o mercado pra musicar as coisas também é mais lento mais novidades estão a caminho sim já tem coisa gravada que ainda nunca saiu e em breve, em breve não sei, mas na hora certa vão ter os anúncios aí é uma banda que tá viva e tá atuante.

SiriNerd – Vemos muitos vídeos seus com Danilo Modolo. Como é sua relação com ele? Quando tem vídeos de vocês juntos é muito bom. Só cultura. O canal TokuDoc é uma referência no assunto tokusatsu e quando junta com sua experiência em língua japonesa é uma explosão de informações que nós gostamos.

Ricardo Cruz – Muito obrigado. Que bom que vocês gostam também. Gosto bastante de gravar com o Danilo. É outro amigo que eu conheci já faz um tempinho. O primeiro vídeo que ele fez comigo, que é uma entrevista, foi quando nós nos conhecemos. Ele mora em Madrid, o Danilo, ele não mora no Brasil. Então ele estava de passagem pelo Brasil na época, pediu pra fazer uma entrevista comigo, veio aqui em casa e aí, dois fãs de tokusatsu, viramos obviamente amigos muito rapidamente. Essa é minha relação com ele assim, de amizade, a gente troca mensagens, a gente troca ideias de pauta, sempre que possível também chamo ele pra fazer coisas comigo. Agora eu vou abrir uma segunda frente dentro do meu canal que é mais de conversa, eu vou falar mais sobre temas, mais de vlog talvez possa chamar assim, e aí quero chamar o Danilo pra participar dessa nova frente também. Um grande amigo.

SiriNerd – Vamos falar de língua japonesa. Quando você se descobriu um professor de língua japonesa? Novidades para este ano no curso Nihongo?

Ricardo Cruz – Na verdade que eu nunca me descobri professor, eu sempre fui um pouquinho “professoral” assim sabe, eu sempre explico. Sobre o que eu entendo, gosto muito de falar. Muito assim sabe, sobre tokusatsu, sobre algumas coisas de música, Michael Jackson que sou muito fã, eu sempre explico, “isso aqui tem por causa disso”. Eu sou muito obcecado pelos assuntos sobre os quais eu gosto e aí parte do prazer, parte dessa obsessão é falar sobre eles também e isso se estende a língua japonesa. Acho que vem daí um pouco esse lado professor sabe. O curso Nihongo tá indo muito bem, a gente tem um canal no youtube, um perfil no instagram. Convido todo mundo a curtir. Tudo é Curso Nihongo, @cursonihongo,  se for no youtube é /cursonihongo e de vez em quando a gente abre turmas fechadas de um curso que a gente tem que tá crescendo muito, que a gente tem centenas e centenas de alunos assim já, também convido todo mundo a participar assim que ele abrir vagas né por enquanto a gente não tá aberto e tá indo super bem é um outro lado da minha vida, e da minha carreira que eu gosto demais.

SiriNerd – Em 2018, em homenagem aos 30 anos de Jaspion no Brasil, você gravou com Akira Kushida, Larissa Tassi e o arranjador Lucas Araujo, um medley com canções da trilha da série. Como foi a gravação nesse dia? Curiosidades?

Ricardo Cruz – Nossa, foi uma realização gigantesca na minha vida assim. Eu sou muito fã do Akira Kushida mais muito fã mesmo. Antes de conhecê-lo, eu tive fases assim de tentar reunir tudo que ele já tinha gravado em vida. Um fã obcecado mesmo, baixando as músicas porque infelizmente, no Brasil, eu tinha acesso a nada. Na época era o Napster, era supercomplicado baixar uma música, eram horas e eu consegui tanto repertório, fazia contato com fãs japoneses. Eu era fã nesse nível e ainda sou, hoje eu escutei Akira Kushida trabalhando. Já cheguei a sonhar com esse momento sabe, de eu no estúdio e ele lá cantando com aquela voz, eu queria aquela voz sabe, eu amo aquela voz. Foi uma realização gigantesca, pretendo gravar mais com Akira com certeza absoluta. Ele ter topado esse projeto, nessa ideia que eu tinha já há bastante tempo, costurar todas as músicas do Kushida mais a abertura num grandioso medley e assim né porque a trilha do Jaspion é excepcionalmente boa. Todas as trilhas de Uchuu Keiji, dos três Uchuu Keiji são muito boas que são as três séries que vieram antes do Jaspion mas eu acho que a do Jaspion é melhor ainda sabe, as músicas de ação e tal, ligeiramente, porque eu também sou muito fã das outras, todas composições de  Chumei Watanabe que é meu grande ídolo. Quando ele topou foi a realização de um sonho, no estúdio, eu pude dirigi-lo, sabe “essa frase ficou legal, essa vamos refazer Kushida, traz aquele drive que você tem”, eu as vezes imitava o jeito dele cantar, cantando, para ele fazer porque na minha cabeça, eu domino Akira Kushida, já vi tudo, eu ouvia exatamente como eu queria que soasse, então eu trazia dele as coisas… foi muito incrível… porque… eu queria reviver esse dia foi muito legal.

SiriNerd – Falando de One Punch Man, como foi receber a notícia de que a sua música seria usada na segunda temporada da séria? Como foi a reação do pessoal da Jam Project ao saber? E a gravação? Alguma curiosidade dos bastidores?

Ricardo Cruz – Sobre o One Punch Man, eu fiquei super feliz quando eu recebi a notícia de que a minha música seria o tema de abertura oficial do anime, assim fiquei muito emocionado, eu fiquei muito feliz porque isso, pra minha carreira, isso representa um passo talvez tão grande quanto o de ter entrado para o Jam, o primeiro passo foi entrar pra essa banda então o primeiro brasileiro que faz parte de um grupo internacional de anisongs dessa magnitude já é uma emoção muito grande, já é incrível e agora depois de tantos anos poder assinar a composição de um tema de um anime que faz tanto sucesso no mundo inteiro é sem dúvida nenhuma uma realização inacreditável então foi foi muita muita emoção.

A gravação foi muito legal aconteceu lá no Japão, eu estive lá em fevereiro pra gravar o clipe o clipe oficial que tá no ar no youtube no canal da gravadora e a gravação foi incrível né gravamos todos juntos e foi complicado porque a música é alta demais é eu mesmo que mas eu mesmo que tô reclamando a música é alta alta alto então tem que tá todo mundo muito em forma vocalmente né e foi muito legal foi muito legal tá tá com eles é sempre um aprendizado eu sempre volto sabendo mais sendo o melhor cantor, sendo melhor artista, tendo ideias melhores, eles são professores.

SiriNerd – Outra pergunta difícil, qual o seu Kamen Rider ou Sentai preferido? Ou melhor, qual tema musical de tokusatsu você mais gosta?

Ricardo Cruz – Isso é difícil porque muda, essa coisa do preferido preferido é muito difícil se manter. Tem tem anos que eu sou muito muito fã “de” e fico revendo, eu fico vendo meus livros e se for para eleger mesmo só se for com uma arma na cabeça.

Tema musical que eu mais gosto. Aí complicou mais ainda. Sou incapaz de responder. Eu vou responder o que eu ando ouvindo músicas que eu ando bem viciado de tô vindo o tema do Google Robô, bastante do Mojo que é um dos meus grandes ídolos.

SiriNerd – Para finalizar, muito obrigado mesmo pelo privilégio e a honra de compartilhar sua história e experiências de vida. Somos fãs do seu trabalho e da sua pessoa. Futuro? Pode adiantar alguma coisa? Como fazer para entrar em contato? Redes Sociais?

Ricardo Cruz – Bom eu que agradeço a oportunidade. Falei bastante aqui brigado. No futuro eu tenho um disco que eu quero lançar no começo do semestre que vem que ao invés de a gente tá tá fazendo né. O tempo é muito curto então o projeto tá andando devagar mas ele tem que acelerar agora um pouco que é o disco de músicas inéditas coisas que eu não faço desde 2014 com meu primeiro disco solo e vai ser um disco bem autoral um disco que vai refletir bem a minha a minha visão musical que nem sempre eu posso mostrar por causa do Jam e o Jam né tem que ser, tem que ter a cara do Jam e o Ricardo tem uma outra cara né que soma com os outros integrantes e a gente mas o Ricardo tem outras coisas pra apresentar, então eu quero muito trazer isso nesse disco e quero muito que todo mundo escute, curta ele, tá sendo desenvolvido agora e pra entrar em contato comigo eu tô no Instagram na maior parte do tempo é só me seguir lá e seguir o nosso canal lá no Youtube que toda semana tem música nova e a partir de agora toda semana tem vídeos novos também eh da gente falando temas, coisas engraçadas, coisas reflexivas, coisas informativas então o canal aí, com cada vez mais a minha cara. Brigado mesmo e é isso aí um abração.

By Walmick Martins

Louco por Tokusatsu, principalmente a franquia Kamen Rider. Aficionado pela cultura japonesa em geral. Chefe de Redação do Mundo Oriental / Portal SiriNerd. Almoxarife Técnico da Globo Recife, radialista e técnico em telecomunicações. Ahhhh! Não poderia esquecer da coisa mais importante. Marido de uma esposa maravilhosa e pai de um anjo lindo chamado Gabriel Martins.