Cansei de fugir do Passado…!

Após longa espera forçada pela Pandemia, finalmente estreou nesta ultima quinta (8Viúva Negra (Black Widow, 2021), filme solo da super-espiã da Marvel. Filme antes marcado para dar início à Fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), acabou tendo sua chegada aos cinemas constantemente adiada devido ao incerto contexto geral em que vivíamos ano passado. Chegou-se inclusive a cogitar a estreia exclusiva no Disney+, que ainda bem, não avançou.

Viúva já havia adquirido uma carga excessiva de expectativa após as ocorrências de Vingadores: Ultimato, mesmo sendo sabido que o filme não era um prequel, ou um filme de origens, como tantos outros filmes da Casa das Ideias. Os fãs criaram uma penca de teorias – a maioria, totalmente sem sentido – de que a troca perpétua envolvendo Natasha poderia ser desfeita quando Steve Rogers devolvesse as jóias. Entretanto, já nos primeiros trailers já davam uma ideia de que não é assim que funciona.

Primeiro, porque era preciso sim que a única Vingadora Feminina tivesse seu filme solo. Tendo Scarlet Johansson como protagonista e uma atriz já mundialmente conhecida, foi um tremendo vacilo da Marvel não ter programado esse filme lá trás, em meio a Saga do Infinito. Foi devido a constantes reivindicações dos fãs que encaixaram o filme da Viúva, que após Ultimato, tava cristalino de que é uma despedida de Johansson. O que se precisava ser feito é uma despedida digna, já que atriz é uma das mais queridas dos fãs do UCM.

Viúva é uma continuação assumida e imediata de Capitão América: Guerra Civil. Caçada pelo Secretário Thaddeus Ross (William Hurt), ela precisa ficar em modo furtivo até a poeira sentar. Mas se vê obrigada a voltar a campo após sua irmã de criação Yelena (Florence Pugh) metê-la numa enrascada que a faz ter que confrontar seu passado. E o longa é basicamente isso – um filme que trata sobre como lidamos e enfrentamos os problemas do passado. Não é exatamente como os fãs imaginavam: uma trama detalhada da infância e adolescência de Romanoff, mas em como tentar corrigir problemas inevitáveis retrógrados que pesam toneladas na consciência (coisa que vimos também em Falcão Negro e o Soldado Invernal).

A diretora Cate Shortland consegue entregar o que se promete, mesmo com uma escorregada aqui, outra ressalva ali. As cenas de ação são ótimas, que garantem os momentos de puro entretenimento do qual estamos acostumados. Florence caiu como uma luva no gosto do público. Carismática, tem um promissor futuro no universo expandido da Marvel. É uma figura a se acompanhar com a devida atenção. E quanto a Scarlet, muito obrigado por tudo. E sigamos em frente.

 

Classificação:

Sob o comando de Cate Shortland e roteiros de Jac Schaeffer (‘Frozen – Uma Aventura Congelante’), o longa pode ser acompanhado nos cinemas e na Disney Plus, através do Access Premier.