Ele está de volta!

O astro brucutu, dos anos 80 e 90, Jean-Claude Van Damme estrela o longa exibido na Netflix, ‘O Último Mercenário’. E a escolha dessa volta não poderia ser melhor para uma possível reintrodução no circuito de filmes de ação, o cinema francês, repleto de possibilismo [Conhecido por moldar a escola caricata contemporânea, a escola francesa tem um jeito quase que único em fazer cinema de ação envoltos na comédia, influenciando outras regiões do globo, inclusive este condado].

Van Damme esteve por muito tempo ausente de nossas vistas, mas sempre esteve perto de nossos corações. Ele faz parte de hall de astros que lograram êxito nos cinemas de poucas falas e muita ação: Filmes carinhosamente intitulados de brucutus. O ator belga estrelou longas que até hoje são debatidos em círculos “cringe”, como: O Grande Dragão Branco (1988); Soldado Universal (1992); O Alvo (1993); Street Fight – A Batalha (1994); e mais… Mas, caiu no ostracismo, como Steven Segal; Chuck Norris; Wesley Snipes; Jet Li; Jackie Chan; Mickey Rourke; Steve Austin, poucos foram os descolados. E agora, Van Damme promete retorno em título da Netflix. Será que vale à pena?

Richard La Brume (Van Damme) é um agente francês brilhante, mas como todo bom soldado, é extremamente descartável aos interesses dos mais poderosos. Possuindo um segredo importante do Estado, observa que a sua vida e a vida de seus familiares está em risco. Logo, tenta barganhar com o Governo, na perspectiva de proteger esposa e filho. Um cidadão sem pátria, Ricard assume vários codinomes e executa diversas missões em troca de grana – um mercenário valioso no submundo das negociatas, mas preso a um código de conduta dos tempos de soldado.

No entanto, algo o faz sair das sombras… O filho, hoje com 25 anos, Archibald (Samir Decazza) que cresceu longe do pai, tornando-se um órfão, tem a identidade roubada por um perigoso vendedor de armas internacional, Simyon Novak (Nassim Si Ahmed) e a paz entre Governo e o mercenário se esvairá. Richard terá que lidar com organizações criminosas, agentes corruptos franceses, o Governo e seu passado.

Você não verá um longa perfeito, esse, claramente, não é o interesse do diretor David Charhon, nem tampouco é algo buscado no subgênero. Estamos diante de mais uma versão do cinema de ação caricato, que mescla comédia e pancadaria. E a escola francesa possui um expertise no assunto. E apesar de responder bem as premissas, como produto artístico, o filme possui os mesmos erros de longas do grupo: Roteiro duvidoso, resoluções simples e previsíveis, direção frágil e atuações estranhas. Mas, se há algo positivo no último quesito foi rever, Jean-Claude Van Damme em ótima forma e abraçando o personagem, ficando até confortável na atuação.

Entre equívocos e acertos, podemos classificar ‘O Último Mercenário’ da Netflix, como algo no mínimo interessante. ‘Bobo’ na medida certa, dinâmico e aprazível. O longa é divertido e sim, é uma boa escolha de entretenimento. Mas que fique claro: Só é cabível para diversão mesmo. Não podemos cobrar nada mais.

 

Classificação:

‘O Último Mercenário’ encontra-se no catálogo da Netflix.

By Amauri Alves

Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante (...) Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo