A Prima Sofia (2020) | Crítica

Mesmo que exista uma negação interna dos diretores, é notável como o Cinema Direto e a Nouvelle Vague ainda permeia entre o cinema francês. Seja nas escolhas de direção, de roteiro e até mesmo de condução de narrativa, os movimentos (responsáveis não só pela mudança do cinema do país como mundialmente) ditaram regras que são difíceis de não serem seguidas por aqueles que se aventuram no cinema naquela região.

A Prima Sofia é um ótimo exemplo de como o cinema francês sofre ao mesmo tempo que colhe frutos das revoluções cinematográficas de outrora. Confira prévia:

A beleza está na forma que os personagens são tratados. Se temos filmes que ficam no 8 ou 80 na questão no desenvolvimento dos seus protagonistas e coadjuvantes, aqui é como estar acompanhando um cinema de fluxo onde vemos as tramas individuais e coletivas seguindo caminhos que em nenhum momento parecem ser inverossímeis.

Mas, o grande mal do cinema francês contemporâneo que tenta ser moderno é quando ele não percebe onde está pisando e acaba sendo referencial quando não convém ser assim. Você não deve fazer menção a Antonioni ou até mesmo a Pialat quando seu filme não faz jus ao que eles conseguiram transmitir em seus filmes – o famoso suicídio cultural.

A Prima Sofia/Netflix – Reprodução

Rebecca Zlotowski é uma diretora competente. Seu filme, por mais que erre nas escolhas artísticas, é um bom exemplar do novo cinema francês que tenta se desvincular do seu passado tão marcante e tenta traçar novos caminhos – mesmo que as vezes não consiga muito bem isso.

Classificação:

Veja críticas de algumas das produções ligadas a Netflix:

A Prima Sofia encontra-se no catálogo da Netflix.

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