A Química que Há Entre Nós (2020) | Crítica

Qual é o verdadeiro objetivo de um filme romântico? Seria nos deixar esperançosos com o futuro ou apenas com uma calma temporária do que podemos chamar de desejo coletivo de ser amado? Todavia, A Química Que Há Entre Nós, não apresenta tal padrão. Confira prévia:

O longa é uma adaptação do livro homônimo escrito de Krystal Sutherland e Luisa Geisler; não retratando o romance de maneira ideal. Se for tentar entrar nesse nicho que chamamos de filme romântico vai ser com certeza chamado daquilo que seu diretor escolheu definir seu filme: um anti-romance.

Por ser um filme adolescente, as expectativas que chegamos para assisti-lo acaba sendo algo que estamos habituados consumir daquilo que Hollywood criou sem consultar o público alvo dessas produções. Se de um lado temos o amor impulsivo abraçado com a falta de maturidade que as produções adolescentes acreditam serem verdadeiras, o filme dirigido por Richard Tanne realmente nega tudo isso quando entrega uma trama bucólica que até parece querer emular uma sensação constante de tristeza nas suas escolhas de direção e produção.

Quando acompanhamos o desenrolar do relacionamento de Henry e Grace logo nos primeiros minutos dos dois em cena que não estamos diante de um romance comum e que a complexidade daqueles personagens estão desde os gestos até a postura que eles se portam diante da câmera como se soubessem que estão sendo filmados.

A Química Que Há Entre Nós/Amazon Prime Video – Reprodução

Quando a personagem interpretada por Lili Reinhart faz questão de apagar a única luz acessa no quarto para que não vejamos a primeira cena de sexo do casal, essa é a prova que é um filme que nega o romance como sua proposta principal nos privando daquilo que é crucial para esse gênero.

Se Álvaro de Campos estivesse vivo com certeza seu poema que fala “todas as cartas de amor são ridículas” seria feito também para os filmes de amor. Todo poeta sabe que o amor é dor e tristeza e que os momentos de felicidade na verdade só servem para as lembranças e como inspiração para a arte.

É, talvez eu esteja sendo mórbido demais…

Classificação:

Veja críticas de algumas das produções ligadas a Amazon Prime Video:

O filme A Química que Há Entre Nós encontra-se no catálogo da Amazon Prime Video.

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