A Tenente Cargil (2020) | Crítica

O cinema indiano (a famosa bollywood) é algo tão especifico e próximo, mas ao mesmo tempo longe do ocidente, que assistir a esses filmes na intenção de resenhar pode ser uma tarefa que soe injusta e até mesmo maldosa. Mas estamos aqui pra isso e vamos falar de A Tenente Cargil, nova produção indiana da Netflix. Confira prévia:

A jornada de autodescoberta e quebras de tabus que acompanhamos da personagem Gunjan é algo que acaba perdendo a identidade de emancipação que o filme parece querer tanto buscar quando a narrativa se perde nos arquétipos desse tipo de cinema e entre uma falsa simetria de feminismo estamos no meio de uma música que resume o que a personagem está sentindo junto com um tipo de aceleração do enredo feita pela edição do filme.

Sim, eu sei que estou soando confuso, mas é exatamente isso que esse filme causa nos telespectadores.

A Tenente Cargil/Netflix – Reprodução

Por ser uma produção indiana que tenta entregar uma vertente progressista, o filme até pode ser visto como feminista, mas quando percebemos que a personagem a todo momento precisa e só consegue evoluir quando é ajudada por um homem ou está tão em busca de aprovação dos mesmos que vemos a ironia involuntária do roteiro.

A única boa qualidade do filme são as cenas de ação, que são nem 10% do filme.

No final, A Tenente Cargil é um filme tipicamente indiano e de nicho. Pode agradar quem mora por lá, mas é um engodo para quem vive por aqui.

Classificação:

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O filme A Tenente Cargil encontra-se no catálogo da Netflix.

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