Alex Rider – 1º temporada (2020) | Crítica

Chegou a Prime Video, a primeira temporada de Alex Rider, programa baseado numa série de romances de espionagem, escrito pelo britânico Anthony Horowitz. O nosso agente possui semelhanças sim ao James Bond, de Ian Fleming. Todavia, Rider tem uma pegada mais ‘teen’, explorando um público ‘estranho’ ao gênero, mas repleto de possibilidades. Confira prévia:

Num mundo caótico, quem detém a informação estará a frente dos inúmeros adversários existentes, daí a importância de apostar numa inteligência preventiva, e sim, ofensiva. E tudo isso fará parte da vida, do vocabulário do jovem Alexander Rider, vivido por Otto Farrant. De ‘maneira trágica’, o adolescente perde o seu tutor legal e tio, Ian Rider (Andrew Buchan) e termina sendo arrastado para o mundo da espionagem.

Aparentemente, Ian era um bancário ‘comum’, mas no desenrolar da história, o tio do jovem era na verdade um agente da inteligência britânica, e em decorrência do serviço, teve a sua vida arrancada.

Alex, sem alternativa, tentará junto a organização descobrir os motivos e o mandante do assassinato do tio. – Tá, nesse momento você, caro leitor, questiona: Mas, como um adolescente fará parte de uma instituição paramilitar de inteligência, certo!? Pois bem, o jovem foi criado, preparado a vida inteira, sem ao menos perceber, para esse momento. E a primeira missão de Alex é trazer as muitas respostas sobre a morte de seu tio, quando investigava  a infame instituição escolar, Point Blanc. O que ele não imaginava era cruzar o caminho de um agente dado como morto, Martin Wilby (Liam Garrigan), que tem fortes ligações com o assassinato de seus pais.

A primeira temporada de Alex Rider apresentou um equilíbrio positivo, corroborado a uma transição suave, interessante, por que não, empolgante. Primeiro, o criador do programa, Guy Burt utilizou bem os recursos ao seu alcance, o tempo em tela, as ótimas locações, e as cenas de ação exploradas, evitando a mesmice e possíveis furos, construindo, portanto, uma boa narrativa. Segundo, a minissérie da Amazon, oferta entretenimento na medida certa para todo o público, indo um pouco além dos livros de Horowitz – este, que também integra a produção da série.

E traçando um paralelo com outras produções do segmento, vejo Alex Rider à frente, por exemplo, Hanna, da própria Prime Video, enquanto no primeiro o crescimento do personagem está numa escalada, a jovem Hanna se perdeu num discurso horizontal. E quando trazemos essa análise para outras obras baseadas no mesmo conjunto de livros, é no mínimo, discrepante.

Sobre o elenco, a série surpreende. Em Alex Rider não encontraremos grandes nomes, mas o conjunto agrada, há certa harmonia, sintonia entre a trama, staff e atores em si. Com destaque para o protagonismo de Farrant, e importantes coadjuvantes como, Ronke Adekoluejo, Brenock O’ Conner e Vicky McClaure – núcleo ‘coração’ e identitário da obra.

Portanto, diante de todos esses acertos, já explanados, não seria tão difícil cravarmos que essa é a melhor adaptação da série de livros de mesmo nome. Alex Rider, de Andreas Prochaska, acerta o tom, mesmo sendo necessário aprimorar alguns quesitos, o programa da Sony Pictures Television é uma ótima aposta, deixando propositalmente ‘bons ganchos’ para futuras temporadas.

Classificação:

Veja críticas de algumas das produções ligadas a Amazon Prime Video:

Com 8 (oito) episódios, a primeira temporada de Alex Rider encontra-se no catálogo da Amazon Prime Video.

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