Alita: Anjo de Combate | Crítica

Intenso, dinâmico, inteligente adaptação pôde, enfim, criar boas perspectivas sobre a mistura de animes/mangás e Hollywood

Esta não é a primeira adaptação dos tons cartunescos orientais em terras ocidentais, e nem sempre Hollywood consegue entregar a essência dos mangás, animes ao público. E não precisamos ir tão longe não, as expectativas geradas sobre “O Último Mestre de Ar” (2010), filme baseado em Avatar: A Lenda de Aang e dirigido por ninguém menos que M. Night Shyamalan, eram altas, mas o longa tratou de rechaçar totalmente tais sentimentos. E agora, eis que surge uma nova oportunidade de Hollywood se redimir, em Alita: Anjo de Combate.

Baseado na série de mangá, criada por Yukito Kishiro homônima; Alita: Anjo de Combate é bem retratado naquele universo. O live-action é incrível, o mundo pós-apocalíptico em que o longa está inserido é visualmente, ideologicamente peculiar, mas não apresenta essencialmente o novo. E essa razoável harmonia: Anime/Mangá/Conceitos Orientais x Hollywood/Conceitos Ocidentais deu-se numa perspectiva do visionário James Cameron (Este não precisa de apresentações).

Sim, houve acertos e erros em Alita: Anjo de Combate, como em qualquer outro filme, mas as boas decisões se sobressaem. O longa é bem dirigido pelo cineasta Robert Rodriguez, apesar do último trecho do filme (Isso irei explicar melhor lá na frente). E sinceramente, as cenas de ação configuram a alta qualidade empregada (Ou a tentativa dela), são de arrancar suspiros, e outros tantos sentimentos.

Sobre a história, Alita (Rosa Salazar) foi achada num grande lixão pelo seu “pai”, Dr. Dyson Ido (Christoph Waltz). Muitos mistérios recaem sobre a jovem droid (que sofre de uma amnésia temporária), mistérios que serão desvendados durante a trama. Potencialidades que tornam Alita única e de valor inestimável, mas um possível alvo para os mais poderosos, dentre eles, o vilão Vector (Mahershala Ali).

Alita esteve muito bem em sua parte técnica, desde a mixagem de som, trilha sonora, efeitos visuais, dignos a futuras indicações ao Oscar. Entretanto, a escolha pela última parte não parecer conclusa nos remete a duas ideias: Coragem e crença de uma continuação da adaptação, ou loucura, pelo simples fato de não entregar um produto totalmente acabado, finalizado ao público. É bem diferente quando assistimos Vingadores: Guerra infinita, do Marvel Studios, afinal, sabíamos que existiria uma continuação, uma solução para aquele final, Vingadores: Ultimato que estreia no dia 24 de Abril que o diga. O que de cara preocupa!

O roteiro sob as mãos habilidosas de James Cameron e Laeta Kalogridis possui seus acertos, muitos por sinal, mas, como apresentado no parágrafo anterior, possui uma restrição, que pode ser o grande ponto de discordância da trama, caso não tenha sequência, além de não ser tão claro, a relevância de outros personagens para trama. Quanto ao elenco, além de nossa protagonista ser bem retratada e personificada (Rosa Salazar), destaca-se o ator Christoph Waltz, sempre muito coerente em suas atuações e em Alita: Anjo de Combate, ele não fugiu à regra. Quanto aos demais, faltou texto, faltou roteiro.

Apesar de alguns furos, deslizes, tão comuns a blockbusters do gênero, Alita: Anjo de Combate esteve ligeiramente bem. Intenso, dinâmico, inteligente adaptação pôde, enfim, criar boas perspectivas sobre a mistura de animes/mangás e Hollywood. Vale a pena conferir!!!

Alita: Anjo de Combate estreou no dia 14 de fevereiro e segue com boa aceitação de público e bilheteria no Mundo.

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