Altered Carbon – 2ª Temporada (2020) | Crítica

Quem assistiu e gostou da primeira temporada da série original da Netflix, Altered Carbon, devia estar esperando bastante ansioso pela continuação. E, sem muitos avisos prévios, a Netflix nos apresentou essa continuação. Confira o trailer legendado:

Ninguém pode negar que a série possui uma vantagem sobre várias outras que é ideia de baratear seus custos com protagonistas, a ideia de poderem alterar suas capas e ter os mesmos personagens vividos por diferentes atores pode ajudar bastante com os custos. E nessa segunda temporada a alteração do ator que interpreta o protagonista da série, Takeshi Kovacs, já foi feita (como havíamos anunciado), porém não creio que tenham pensado em diminuir os custos, pois quem interpretou o Emissário nesta segunda temporada foi Anthony Mackie, o Falcão da MCU, e não deve ter saído barato para Netflix.

O segunda temporada, assim como a primeira, possui uma ambientação fantástica, com um cenário futurístico que nos faz acreditar na possibilidade desse universo, onde a imortalidade é algo possível, principalmente para os mais ricos.

A trama se apresenta bem menos apelativa, em questão de nudez, principalmente, que na primeira temporada, mas ainda assim precisa de melhorias. Todos conseguem enxergar um potencial muito bom nesse universo baseado nos romances de Richard Morgan, mas a sensação de que falta algo para cativar o público de vez persiste. As cenas de combate são boas, bem coreografadas, as atuações não deixam a desejar, mas o enredo parece não nos prender completamente.

Altered Carbon/Netflix – Reprodução

O romance de séculos, que é o que motiva nosso protagonista, parece ser pouco, mas é o que dá o ponta pé inicial nessa nova temporada, quando um Matusa oferece a Takeshi informações sobre sua amada Quellcrist Falconer (Renée Elise Goldsberry), desde que ele concorde em fazer parte de sua segurança pessoal.

Gostei da atuação de modo geral, mas com destaque para Torben Liebrecht, interpretando o Coronel Ivan Carrera e o maior destaque de todos, o alívio da série: o escape para o lado mais humano da história, que é Poe (Chris Conner), a inteligência artificial que acompanha Kovacs desde a primeira temporada e desde lá recebe destaques.

A meu ver, a série não é uma das melhores coisas da plataforma de streamings, mas acredito que esse universo cyberpunk futurístico ainda pode render bons frutos, basta saber usá-lo. A plataforma já liberou uma animação baseada no mesmo universo, Altered Carbon – Nova Capa [Saiba Mais], mas desta falaremos depois.

Classificação:

Veja críticas de algumas das produções ligadas a Netflix:

A segunda temporada de Altered Carbon chegou à Netflix em 27 de fevereiro.

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