Aquaman | Crítica

“… foi um bom recomeço para a DC nos cinemas…”

A divisão da Warner Bros., DC Films, passa por um processo gradual de mudança criativa e cinematográfica em seu card principal, afinal, errar em Liga da Justiça (2017) – Sim! Foi possível!!! – Despertou nos acionistas, críticos, fãs e cinéfilos de plantão um sentimento pessimista sobre o Snyderverso, o que refletiu diretamente na bilheteria e aceitação dos longas no cinema.

Esse ano, coube a Aquaman – esqueçam por favor, da ótima animação dos Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas [Veja a nossa Crítica], pois o que estamos tratando aqui são as adaptações live-action dos personagens da DC Comics – resgatar e reinventar a DC Films nos cinemas.

E dessa vez, a esperança ressurgiu, não no peito de Ka-El, mas na figura pitoresca de um herói tratada por muito tempo e pelo público em geral, como secundário ao panteão da DC Comics Aquaman. É bem verdade que o filme possui lá as suas mazelas, mas não tem como não se render ao todo poderoso, Rei dos mares.

O filme nos apresenta um “mestiço” renegado pelos Atlantis, bem como um homem não perfeitamente confortável a terra firme, Arthur Curry (Jason Momoa), afinal ele é a mescla harmônica desses dois mundos. Gerado pelo amor de seus pais, um faroleiro americano (Temuera Morrison) e uma rainha atlante, Atlanna (Nicole Kidman), o que desmonta desde já, qualquer conclusão de superioridade de raças, tema ainda persistente no século XXI, pasmem!

A história nos convida a enxergar um herói ainda tosco, mal-acabado, mas perfeitamente humano, muito semelhante ao já apresentado em Liga da Justiça, mas, diferentemente de lá, Arthur Curry irá evoluir e torna-se rei – Lembrando que o universo compartilhado da DC Films não fora esquecido totalmente em Aquaman. E diante de uma “possível” guerra criada e arrastada pelo seu “meio irmão”, Rei Orm/Mestre dos Oceanos (Patrick Wilson), Arthur precisa buscar o seu espaço em Atlântida e impedir o “inevitável”.

Sobre a adaptação, obviamente, não seria nada fácil criar todo um mundo submerso, criar o novo, o que ninguém ainda teria feito até então. Mas, James Wan e equipe revolucionaram o verdadeiro sentido de “barreiras criativas”. As profundezas dos Oceanos, a cidade de Atlântida, cada povo presente nos quadrinhos, figurinos, maquiagem, cada detalhe foi literalmente magnifico, um mundo colorido, harmônico, perfeito que nasceu. Toda essa fantasia, toda essa experiência faz-nos lembrar de imediato ao mundo criado por George Lucas, em Star Wars ainda nas décadas de 70 e 80. Esse é, sem sombra de dúvidas, o ponto mais alto em Aquaman. Quando o filme poderia ficar ruim, o longa nos apresentava um pouco mais desse incrível universo.

Aquaman, reordenado e retomado por Ivan Reis e Geoff Johns nos quadrinhos, na saga novos 52, foi ideologicamente bem tratado no longa. A adaptação foi “sui generis”. As cenas de ação em Aquaman também são o outro bom destaque da trama, “lutas com tridentes” – nossa mãe, incrível! Usaram e abusaram de toda criatividade na batalha final, nos animais, nos povos, criaturas, monstros, todos estavam incríveis. Além, do leve toque de Wan, com traços ao terror, no reino das criaturas do fosso [Já havíamos comentado sobre essa mescla antes, aqui mesmo no SiriNerd], entretanto nem tudo foram flores, ou rosas. Aquaman não foi um verdadeiro primor.

As atuações no elenco não foram relativamente harmônicas, ou tão boas assim. Aos vilões, Rei Orm/Mestre dos Oceanos e Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II), ambos foram felizes em seus respectivos momentos, se comportaram bem, foram sim possíveis barreiras a serem transpostas pelo mocinho. O que ligeiramente os coloca numa boa posição. Mas, a dupla protagonista não evolui idealmente bem, apesar da Mera (Amber Heard) ser um personagem muito f… nos quadrinhos, a atriz não soube tirar vantagem disso. É notório quando olhamos exclusivamente para as cenas entre o casal, os discursos de cenas são frágeis, e um tanto sem alma. Já Momoa, ele continua sendo Momoa, sem muito brilhantismo, mas de um carisma peculiar, pra resumir, talvez não tenha ocorrido certa química entre eles, quando comparamos a relação entre os pais do herói.

Algumas escolhas no roteiro poderiam ter sido evitadas, como por exemplo, a ida ao deserto do Saara. Como a história de Atlântida fora jogada em boas cenas e em breve cortes, utilizaram essa cena para se criar uma relação emocional entre o casal, mas fracassaram, como já bem apresentado no parágrafo anterior. Outro ponto negativo, o que destoou dos recentes trabalhos da DC Films no cinema, fora uma fraca e estranha trilha sonora em Aquaman. Ou vocês não vão dizer que quando se ouve o toque das amazonas para Mulher Maravilha, não é acachapante. Em Liga da Justiça por exemplo, sabemos que o filme não foi lá essas coisas, mas os temas do Batman, da série animada, ou o toque clássico remasterizado do Superman foram nostálgicos, bons, além de um repertório de boas canções presentes nas respectivas tramas.

Aquaman, no todo, foi um bom recomeço para a DC nos cinemas. O filme não parecia uma cópia mal elaborada da Marvel, muito pelo contrário, parecia DC, a DC dos quadrinhos que somos apaixonados, que amamos. Aquaman supera todo negativismo presente em obras anteriores, inspira confiança nos próximos passos, e é justamente sobre isso, que repousamos, que ansiamos. O longa, seguramente, será um verdadeiro sucesso de público e bilheteria.

Classificação: 

Aquaman estreou no dia 13 de Dezembro, e está em cartaz nos cinemas.

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