Batman: A Alma do Dragão (2021) | Crítica

No último 12 de janeiro, chegou digitalmente a primeira animação da DC reservada para o ano de 2021, Batman: A Alma do Dragão da Warner Animation Group.. Respeitando a mesma tecnicidade de filmes animados anteriores, com uma boa temática e leitura do material original, a produção diverte, e em certos momentos encanta,  todavia, um erro grosseiro compromete toda a essência do longa. Confira prévia:

Estamos na década de 70, e o longa animado explora os primeiros anos de Bruce Wayne, que nas horas vagas, assombra a criminalidade de Gotham City. Diferente de outras adaptações, a origem do treinamento do Batman toma um outro caminho interessante, não há mais Ra’s Al Ghu, nem a Liga dos Assassinos. Em local incerto no continente asiático, um grupo nada coeso, de seis integrantes difusos, é treinado por um mestre em artes marciais, e forças ocultas, apenas conhecido por ‘Sensei’. No entanto, há um segredo dimensional, quase apocalítico guardado a ‘sete chaves por lá’. Uma seita, intitulada Kroba, anseia pela volta de seu deus.

Esse maléfico desejo, levará a reunião quase que improvável daquela equipe treinada pelo ‘Sensei’. Bruce Wayne/Batman, Richard Dragon, Lady Shiva e Ben Turner/Tigre de Bronze lutarão com ‘unhas e dentes’ na perspectiva de deter a chegada sombria de uma grande mal.

A estória é interessante, bem construída, dinâmica até – mesmo com as muitas utilizações de flashback’s (o que pode representar um outro problema) – todavia, a animação comete um erro crasso. O título imputado ao Batman não faz jus ao enredo. Talvez, o pseudônimo usado sirva para atrair o público, algo relacionado ao marketing, coisa do tipo, mas o personagem evidenciado aqui é Bruce Wayne, o cara que integrou uma equipe no passado. Pode até parecer loucura, mas Bruce não é a identidade do homem vestido de morcego, pelo contrário, o Batman é a sua identidade principal. E isso, pode ocasionar uma grande confusão no ideário popular.

Batman: Soul of the Dragon/DC Animation/WAG – Reprodução

No quesito técnico, a animação ‘corre’ sem surpresas. Batman: A Alma do Dragão é bem resolvido, com uma trilha sonora compatível àquela realidade e bons traços cartunescos, o longa animado mantém-se o no mesmo ritmo que os demais compatriotas de selo DC/WAG.

Teoricamente, Batman: A Alma do Dragão cumpre a sua missão, mas se perde em sua própria essência. Tornando, portanto, o herói de Gotham City numa figura secundária em seu filme. Reduzindo-o a um estranho e esdruxulo Bruce Wayne do passado. Por sorte, o longa pode se redimir, pois necessariamente precisará de uma continuação. Será que teremos mais sorte na próxima vez?

Classificação:

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Batman: A Alma do Dragão encontra-se disponível digitalmente.

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