Beckett (2021) | Crítica

O independente “Beckett” do diretor Ferdinando Cito Filomarino (“Suspiria”) ganhou espaço através da badalada Netflix. O longa que estreou em Agosto na plataforma, promete muita ação, tramas bem construídas entorno do promissor John David Washington (“Infiltrado na Klan”, “Tenet”) e tudo isso, sob camadas angustiantes do suspense italiano, que pode eventualmente ocasionar a “ausência de ar” no espectador. Vamos conferir, junto a vocês se vale a pena ou não acompanhar o filme.

Nem todas as viagens a Europa são um sonho. O casal Beckett que o diga, numa estrada com pouca ou nenhuma iluminação, os namorados sofreram um acidente que mudará a vida do único sobrevivente. Ao cair da ribanceira para dentro de uma casa, Beckett de Washington verá um jovem sob os cuidados de uma mulher, enquanto se aproxima do corpo de April (Alicia Vikander). Ao acordar no hospital, Beckett receberá a triste confirmação da polícia grega. Abalado e movido por um sentimento de culpa, voltará ao local do acidente e se deparara enroscado numa trama política sem precedentes, envolvendo agentes e instituições do Estado. E a sua vida, estará mais do que nunca em risco.

John David Washington é o fidedigno protagonista de filme classista. A órbita textual paira quase que exclusivamente sobre ele, tudo gira entorno de ações, de suas falas. E é justamente nesses momentos que passamos a identificar a qualidade do artista, e Washington responde bem. Fazendo caras e bocas de tipo, ele se impõe perfeitamente sobre o papel, criando uma história particular e interessante na trama. Todavia, para este longa, a ausência de personagens secundários importantes é quase uma afronta a intelectualidade. Deixando-o, portanto, ligeiramente pobre, e nada simpático ao público.

A direção de Filomarino é um outro problema, faltou certo polimento cinematográfico, seja nos cortes ou na qualidade fotográfica – Talvez deixemos passar quando passamos a identificar que Beckett trata-se de um filme independente, feito com baixo orçamento -. E se encontramos erros grosseiros na direção, não podemos dizer o mesmo do roteiro. Vale afirmar que o roteiro foi razoavelmente “bom”, cumprindo com exatidão as premissas básicas por ele levantadas: Digamos que a história foi legalmente envolvente, principalmente quando a trilha sonora subia no momento certo.

Simples, assertivo e brilhantemente trabalhado por Washington, Beckett da Netflix, é uma das boas pérolas do streaming. Vale o entretenimento, apesar dos erros técnicos pulverizados na trama. Não tem como não torcer por um final feliz para alguém que sofreu horrores e perda.

 

Classificação:

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