Bridgerton – 1º Temporada (2020) | Crítica

O que se espera de um romance? Senão uma história de amor arrebatadora e que nos tire do tédio. Se tratando de Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy) já temos o drama garantido. A nova série de drama romântico adentra ao catálogo da Netflix com grandes expectativas e sem dúvidas se tornou um sucesso. Desde sua entrada ao streaming, o programa se mantém no top 10 de mais assistidas. Confira prévia:

A trama é focada na jovem donzela Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) e no libertino, que recentemente com a morte do seu pai se tornou Duque, Simon Basset (Regé-Jean Page). Os jovens concordam em fingir que estão se cortejando, para que assim as mães desesperadas deixem o duque em paz e que caiam chuva de pretendentes para a Daphne, porém como já era de se esperar, o interesse de ambos é despertado de verdade. Todos os acontecimentos apresentados na série são descritos pela Lady Whistledown, nome fictício de uma colunista anônima que diariamente expõe a vida e intimidade da alta sociedade Londrina, lembrando muito Gossip Girl.

Algumas histórias se desenrolam em paralelo a do casal protagonista, trazendo um importante significado a série, com temáticas importantes a serem discutidas. Marina Thompson (Ruby Barker), negra, sem privilégios e a mercê de uma família que só busca por status e dinheiro, é forte e conseguiu se reerguer. Eloise Bridgerton (Claudia Jessie), irmã de Daphne e o seu oposto, não quer casar nem ter filhos, mas sim estudar e ter voz como mulher. Lady Danbury (Adjoa Andoh) mulher forte que sempre lutou pelo que acredita e pelos seus ideais.

Podemos destacar alguns pontos nessa produção. O primeiro é que mesmo sendo um romance de época, há várias personalidades negras ocupando posições de poder, a representatividade é bastante marcante, o que não vemos frequentemente em outras produções desse gênero. Outro aspecto, é que a produção não poupou em usar a sensualidade, geralmente nesse estilo de romance, nos contentamos com um único beijo, rápido e no final. Quem já assistiu “Orgulho e Preconceito” pode concordar comigo, mas em Bridgerton é diferente, há muitas cenas quentes o que sai do convencional, causando até polêmicas, mas já já falo disso. Quero destacar também a trilha sonora moderna, que surpreendeu desde o primeiro episódio com a música “Girls Like You” de Maroon 5 tocada em estilo clássico, até à Ariana Grande, Billie Eilish, Taylor Swift, Shawn Mendes e muito mais. A fotografia é maravilhosa, o figurino e toda aquela vida glamorosa da alta sociedade, com roupas elegantíssimas, bailes de gala e tudo o que tem direito, tudo muito realista para a época.

A série é inspirada na franquia de livros de Julia Quinn, onde cada livro a autora retrata a história de um dos filhos da célebre família Bridgerton. O que se espera é que nas próximas temporadas a vida de outros filhos, que foram coadjuvantes nessa primeira temporada, sejam mais exploradas. O que gerou polemica é que alguns fãs da franquia relatam a incompatibilidade da personalidade de alguns personagens da série em comparação com o livro, em especial o Anthony Bridgerton, irmão mais velho de Daphne, porém aqui não estamos analisando o livro, muito menos o comparando com a série. Pra quem leu o livro é sempre complicado essa comparação, assumindo que numa produção como foi Bridgerton, outros elementos e até mesmo inserção de histórias é válida para uma adaptação ser boa. Outro ponto bastante polêmico, foi o suposto estupro cometido por Daphne contra Simon, na cena em que ela o força a ejacular dentro dela, se você já assistiu deixa abaixo o que você achou desta cena.

No mais o que posso dizer… para aqueles que curtem uma história de época, romance, drama, aconselho a conferir essa produção.

Classificação:

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A primeira temporada de Bridgerton possui 8 capítulos, que podem ser acompanhados na Netflix.

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