Bronx (2020) | Crítica

No finalzinho do mês de Outubro, a Netflix nos trouxe mais um filme de ação, com componentes técnicos elegantes, mas confusos, Bronx. Que retrata os demandos, relacionamentos e impropérios do submundo do crime na cidade francesa de Marselha e a duvidosa policia local. Confira prévia:

Situada no litoral francês, a bela Marselha esconde um grande perigo: Grupos criminosos desenvovolvidos e bem alicerçados, com uma vasta conexão intelectual e braços armados espalhados no globo. Logo, faz-se necessário que o Estado oportunize uma equipe policial destemida, corajosa no enfrentamento a esses ‘sindicatos’ armados. Todavia, as ações policiais, dado aos multiplos embaraços, nem sempre são as mais corretas, beirando um caos, e exalando, uma extensa rede de corrupção. E Bronx, de Olivier Marchal, consegue explorar bem este quesito, levando o espectador-comum a tentar compreender algo incompreensível.

A cidade respira sujeira. Dividida por várias facções, ocorre uma chacina ‘estranha’ num bar, em Marselha. E esse crime colocará grupos armados e a policia em rota de colisão. O bom agente da divisão anti-gangue, Richard Vronski (Lannick Gautry) estará bem no meio desse desafio, e terá que encontrar os suspeitos, lidar com os colegas ‘sujos’ e tentar protejer a sua equipe e a sua família dos eminentes perigos.

Bronx/Netflix – Reprodução

Bronx encontra-se no meio termo: ‘Ninguém morrerá de amores pelo longa, também não o criticará severamente’. E muito se deve ao confuso roteiro do próprio Marchal, que tentou propor a corrupção como um personagem siginificativo na trama, mas esqueceu de aprofundar as suas multiplas nuances, como em Tropa de Elite. E para exemplificar esse picotado programa policial, muitos personagens foram apresentados, mas poucos obtiveram um status de relevância para a historia; muitas informações foram jogadas, mas sem força, sem conexões e desdobramentos interessantes; ocasionando, portanto, um degringolamento artificial no segunto ato e um falso-positivo no terceiro e último.

O longa de ação e drama reúne um bom grupo de atores, com destaque Jean Reno (Ange Leonetti) e David Belle (Zach Damato), além do personagem-protagonista de Gautry, mas faltou a Marchal aproveitar o elenco que teve em mãos. Eu sinto que Bronx foi um filme que deveria ter sido uma série, com mais tempo em tela e mais solidez argumentativa e elucidativa. Faltou o diretor enxergar e realizar uma maior organização dos fatos, das ideias. Pois, quando olhamos para as cenas de ação, encontramos sensatez e bom ‘time’ para coisa.

Bronx, da Netflix, respira a qualidade do cinema francês, portanto, não espere erros grosseiros, mas boa desenvoltura técnica e sustentabilidade assertiva do filme. As cenas de ação impressionam, mas a falta de gerenciamente compremete a produção, principalmente, quando o comparamos ao conciso longa de ação, daquela mesma academia, Bala Perdida, também da gigante do streaming.

Classificação:

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