Este é um texto de escape.

Na verdade é um texto sobre o que é escapar diante da arte. O famoso escapismo que nos deixa tão culpados de consumir algo.

Sempre precisamos estar absorvendo algo das coisas como se estivéssemos em constante aprendizado. E como é irônico querer aprender algo com a arte que esteja fora do aspecto da arte.

O cinema (a arte que domina meu ser) não é escola. Possui escolas dentro deles onde autores desenvolvem pensamentos, comportamentos e características específicas, mas em nenhum momento filmes de escolas são aberturas para ensinar como os indivíduos devem conduzir suas vidas, seus pensamentos e formar visões acima do bem e do mal.

O cinema é objeto de destruição. Construímos um filme para que ele seja capaz de ruir todo e qualquer indivíduo de dentro pra fora. Se a vida nos monta em tijolos, o cinema é uma arte que nos entrega uma bela tijolada na cabeça.

Aprendi com o cinema que a ignorância é uma benção e mesmo que tenha perdido muito tempo achando que sabia de tudo, hoje me sinto feliz diante do nada sei e nada saberei.

Triste são os cineastas que acham que estão ensinando algo para alguém. E mais triste ainda são os telespectadores que abraçam o fingimento de um aprendizado inexistente para que se sinta que são mais alguma coisa que os outros.

Este não é um texto de escape.

Este é apenas um texto.

Você não aprendeu nada.