Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos! (2020) | Crítica

Foi um pouco mais de 7 meses sem cinema, a alegria estampada em cada sessão, a magia que apenas a sétima arte lhe permite vivenciar, deu lugar a angustia e preocupações com o setor, ante a pandemia do novo coronavírus. E apesar de toda essa incerteza, o cinema voltou! É bem verdade que de maneira tímida, adotando medidas necessárias para tentar conter a disseminação de um vilão real, a experiência retornou, e por isso, estamos de volta e ansiosos para falar dos longas presentes nas salas de exibição.

E a nossa primeira experiência vem da Warner Bros., a aventura-infantil, Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos!. E apesar do título propor uma trilogia, uma sequencia, o estúdio preocupou-se em dar ao filme, um capítulo a parte da franquia, com pequenas referências, mas partindo de uma história totalmente nova e possivelmente acompanhável. Confira prévia:

Um novo mal surge, colocando em ‘cheque’ a harmonia estabelecida entre cães e gatos em todo o globo. E os nossos heróis peludos, o analistas Roger (Max Greenfield) e Gwen (Melissa Rauch), precisam identificar e combater esta terrível ameaça.

Se você esperava uma história repleta de viradas épicas, boas atuações, roteiro redondinho, cenas eletrizantes e qualidade técnica de ‘primeira’, visitou a sessão errada. O longa Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos! tem uma premissa básica: atender o seu público. Mas qual seria esse segmento? As crianças, entre a faixa etária de 2 e no máximo 10 anos. Portanto, faz-se necessário compreender e aceitar as propostas e linguagens associadas no filme, para só assim, não cometermos nenhuma injustiça com a produção, ao analisarmos.

Todavia, salientamos que tais jovens não vão aos cinemas sozinhos, no mínimo um adulto deve acompanhá-los, e daí vem a nossa crítica. Alguns estúdios de animação, ou aqueles que trazem um misto de live-action e desenhos, tem a preocupação de também entreter o maior de 18. E infelizmente, Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos! não atingiu as expectativas, quando criadas, do acompanhante. Já cansei, por diversas vezes, em levar meus rebentos aos cinemas, e sair tão impactado quanto eles das salas de exibição, principalmente nas produções da Pixar Animation. Logo, podemos cravar como um erro factual do diretor Sean McNamara, não explorar, não propor isso ao público.

O que nos leva a outro grave problema, a ‘extrema’ leveza textual apresentada. Infelizmente, o roteirista Scott Bindley optou por resoluções simplistas, com poucas variáveis flutuantes, projetando, portanto, uma ineficiência singular e até desnecessária, por vezes. Se a trama principal foi um tanto disforme, as subtramas foram decepcionantes, inexpressivas e sem muito sentido, mas respiremos, o filme era para menores. É tentar esquecer os erros grosseiros de CGI (computação gráfica) quando as bocas mexem, ou as patas ‘estranhas’ aparecem.

Enfim, mesmo apresentando problemas, Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos! tem algo positivo sim, a nossa dublagem, a dublagem brasileira, mas é bom pararmos por aí. Acredito que a escolha por um filme como esse, para abrir os nossos cinemas, é especificamente financeiro, afinal, seria superarriscado trazer grandes produções para o público na primeira semana de cinema, os custos são altíssimos, e conta ainda não está fechando. Talvez, fosse necessário dizer que aos cinéfilos de plantão, que a sétima arte voltou, para quem sabe, o público aderir ao programinha delicioso que é o cinema. Confesso que estava com saudades e espero que voltemos ao cinemas todos bem, adequando-se ao novo conceito de normalidade.

Classificação:

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