Como lei americana afetará o futuro dos produtos cinematográficos? | Editorial

O Senador americano Ted Cruz quer bloquear verbas e consultorias do Departamento de Defesa a estúdios de cinema dos EUA, em meio a ‘censura’ chinesa [via Fox News].

Na última terça-feira (28), Ted fez várias postagens no Twitter, alfinetando o governo chinês dizendo que Hollywood estava submisso a China, pois é de lá que vem grande parte do lucro dos cinemas (Vingadores: Ultimato que o diga). Os tweets deixaram Hollywood numa tremenda ‘saia justa’ entre escolher a assistência do governo americano ou os dólares chineses.

De acordo com a fala do Senador, a proposta é frear a ‘censura’ que existe entre chineses a produtos cinematográficos americanos, restaurando a integridade e proteção de leis.

O departamento de defesa americano, tem trabalhado com estúdios de TV e cinema na intenção de ajudar a tentar descrever com mais precisão as ações das forças armadas nas telonas, em alguns casos, mostrando eventos reais.

A ‘lei de Cruz’, pretende parar a cooperação à estúdios que alterarem, censurarem ou editarem seus filmes na intenção de compactuar com a censura da China. Mas como assim? Observe esse exemplo:

A China nos mostrou, recentemente, sua influência na indústria cinematográfica como reguladores que censuram blockbusters como o aclamado “Bohemian Rhapsody”, onde suprimiu as cenas sobre a sexualidade de Freddie Mercury, isso foi relatado pela Associated Press, depois do lançamento do filme em 2019.

Em contrapartida, o governo chinês também vem criticando amplamente a falta de transparência dos americanos no combate a pandemia do novo coronavírus (acusando o exército americano de “mentir” sobre o vírus).

Em resposta as acusações do Senador americano, na terça-feira, o porta-voz do Ministro das relações exteriores da China, Geng Shuang disse que o governo chinês aconselhou os políticos para pensarem sobre as melhores formas de controlar a epidemia o mais rápido possível, ao invés de associar a culpa da pandemia a China.

Por décadas, o departamento de defesa dos EUA tem servido como consultores em filmes como “Transformers”, “Pearl Harbor” e “Midway”. As autoridades disseram que não cobraram nada na consultoria, porém tiveram que ser aprovados pelos oficiais do Pentágono.

O filme “Homem de Ferro”, de acordo com o site “Politico”, foi feito com ajuda e suporte do Departamento de Defesa americano, porém “Vingadores” (2012), não teve suporte do exército. Os militares não vêem a S.H.I.E.L.D. como algo realista (a nível de organização militar), de acordo com uma reportagem da “Wired” em 2012.

Na última semana, Cruz também anunciou uma lei para prevenir meios de comunicação chineses de transmitir regras da “propaganda” da Comissão Federal de Comunicações para a audiência americana.

Cruz disse também, na última sexta-feira (01), que o governo chinês enviam bilhões de dólares na compra de informações sobre meios de comunicação e travando uma guerra de informações para aumentar a propaganda chinesa e mascarar verdades inconvenientes sobre o seu regime totalitário.

Agora nos resta saber se essa lei será aprovada. Se for, como irá repercutir nos filmes?
E a Disney, o que fará sobre isso? Já que estão vindo dois filmes que tem o país asiático como ‘pano de fundo’ (Shang Chi e  Mulan), como irão se pronunciar sobre esses filmes, além de outros, afinal, Deadpool foi censurado lá. E, principalmente, como Hollywood vai se posicionar diante disso?

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