Creed II (2018) | Crítica

“Conciso, sólido, profundo “Creed II” supera as expectativas…”

Chegou ao Brasil quase dois meses após a sua estreia nos EUA. E o que vamos analisar aqui vai muito mais além dos motivos que não levaram Creed II, da MGM e Warner Bros., a não estar na cerimônia do Oscar (Afinal, esse filme dialoga muito bem com o público, já a Academia…). Iremos debater aqui, o melhor da franquia, o melhor do filme, e como essa franquia já não ganha mais contornos de um simples spin-off. Com identidade própria, fazendo alusão sobre o material original, “Creed II” supera o já ótimo primeiro filme, faz você viver todos os sentimentos ao assisti-lo, funcionando como se estivéssemos num ringue de boxe, onde… Encaramos o desafiante, lutamos, resistimos, sofremos e ao final, após a dura batalha, ainda esperamos o juiz decidir o nosso futuro.

O desafio estava lançado, “Creed – Nascido para lutar” teria servido muito bem ao seu propósito, tentar reviver a franquia baseada no pugilista Rocky Balboa (Sylvester Stallone) que arrebatara o coração de muitos amantes do cinema nas décadas de 80 e 90, mas que agora estaria passando o bastão para o filho de seu melhor amigo Apollo Creed (Carl Weathers), Adonis Creed (Michael B. Jordan). Além disso, o filme foi bem recebido pelo público e crítica, ganhando várias premiações, dentre elas, destacamos o de Melhor ator coadjuvante para Sylvester Stallone no Globo de Ouro e no Critics’ Choice Award (2016) e uma indicação ao Oscar no mesmo segmento.

Adonis Creed (Michael B. Jordan) vive o auge de sua carreira, campeão dos pesos pesados, uma boa relação com sua noiva – Bianca (Tessa Thompson) -, além de um ótimo núcleo familiar que é composto pela sua mãe Mary Anne Creed (Phylicia Rashad), e seu “tio” e também treinador, Rocky Balboa. Quando o passado volta duramente, Viktor Drago, filho de Ivan Drago (Dolph Lundgren) – o pugilista que tirou a vida de pai no ringue a quase trinta anos atrás – o convoca para a batalha. E aceitar tal desafio o levará por um caminho ainda desconhecido, onde o seu maior oponente, será ele mesmo, uma verdadeira jornada espiritual.

Com o roteiro de Sylvester Stallone e direção de Steven Caple Jr. Creed II” traz o melhor para a franquia. É bem verdade que algumas coisas eram esperadas, previsíveis, e nem tão novas assim, mas a maneira que contaram foi intenso, inteligente, profunda e saudosista. O fã da franquia provavelmente se sentira abraçado. Os personagens passarão por uma reinvenção. O próprio Adonis Creed (Michael B. Jordan) será um outro melhor de si mesmo. Outro ponto positivo para a trama, está em sua trilha sonora, composta pelo já ótimo compositor Ludwig Göransson (Pantera Negra, The Mandalorian), numa mescla perfeita entre o clássico, nostálgico e novo.

Creed II” trabalha os já estabelecidos personagens daquele universo, não perdendo tempo nenhum com as suas histórias de origem, exceto por Viktor Drago (vivido pelo também lutador Florian Munteanu). Aprofundando as relações, retomando antigas e criando novos conceitos. Os protagonistas, por exemplo, Michael B. Jordan e Tessa Thompson tem uma química perfeita, e vemos isso a cada nova cena, e uma delas está no final do longa (Obviamente, não irei contar aqui). A forma como ambos foram tratados, a busca pelos motivos certos para lutar, faz da dupla o destaque sinérgico para a trama.

Apoiados por um elenco poderoso, o longa possui um ótimo card de atores e atrizes coadjuvantes, que atuam de maneira única, precisa, existente, forte, palpável. As atuações de Dolph Lundgren, Phylicia Rashad e Sylvester Stallone são impecáveis o que faz o tom do filme ser acima do comum, corroborando com o incrível filme.

O mês de janeiro fez muito bem aos cinéfilos de plantão, se esse ano for tratado, como esse mês fora, o ano de 2019 será um dos melhores da cinematografia. E não podíamos encerra-lo senão, com o melhor filme do mês. Conciso, sólido, profundo “Creed II” supera as expectativas, coloca a franquia num outro patamar e surpreendentemente não concorre em nenhuma categoria do Oscar, o que é muito confuso para nós, reles mortais. Sem muitos percalços, boas cenas dirigidas, ótima e intensa carga dramática, roteiro redondinho e repleto de “easter eggs”, “Creed II estreou no dia 24 de Janeiro, e encontra-se em cartaz nos cinemas.

Classificação: 

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