É o Bicho! (2020) | Crítica

Chega a ser injusto tentar criticar um filme feito para crianças sendo eu um homem feito que, mesmo consumindo até hoje HQs e animações, não tem verdadeiras propriedades para dizer o que achou. Mas, o papel do crítico nem sempre é algo justo, então vou lá tentar falar sobre É o Bicho! , a nova animação disponível na Netflix. Confira prévia:

Com uma premissa simples e até bem interessante, acompanhamos a família Huntington que recebe de herança um circo depois da misteriosa morte dos donos em um incêndio e com tudo uma caixa de biscoitos com formas de animais que transforma você no bicho que você come.

O filme possui um ritmo bem especifico para filmes infantis, com personagens caricatos e até mesmo estereotipados em alguns momentos, mas nada ofensivo – as vezes divertido e as vezes tedioso.

A maior qualidade do filme se torna seu maior defeito quando mal aproveitado na narrativa. Não demora muito para que o plot do filme seja estabelecido e isso acaba sendo estimulante para continuar assistindo a obra. Ai é que vem o miolo da animação que ficamos numa verdadeira roda gigante onde o filme não vai para nenhum lugar e nem mesmo as transformações inusitadas são estimulantes.

É o Bicho/Netflix – Reprodução

O que salva o filme do fiasco total é sua batalha final, que claramente vem da cabeça de um adulto surtado que quis colocar tudo na tela que ele sentia vontade de ver em um filme lúdico e psicodélico. O filme desmiola tanto na sua premissa nesse ultimo embate dos mocinhos versus vilões que você fica questionando o que ele seria se tivesse abraçado essa loucura controlada.

Em suma, acho que se tivesse assistido É O Bicho quando criança teria me divertido, mas vendo adulto vou me esquecer dele quando acabar de escrever sobre.

Classificação:

Vejam mais de nossas críticas:

O filme É o Bicho! encontra-se no catálogo da Netflix.

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