Enola Holmes (2020) | Crítica

Por se encontrar em domínio público, a obra que envolve o nome de Sherlock Holmes é constantemente revisitada no cinema e em outras mídias sociais, fazendo com que a nova produção da Netflix, Enola Holmes, tenha a difícil tarefa de trazer um frescor para o detetive londrino. Confira prévia:

O filme foca na irmã mais nova do Sherlock e sua luta para fugir do irmão mais velho (que não é o Sherlock) que insiste em coloca-la em um colégio interno contra sua vontade ao mesmo tempo que precisa desvendar o desaparecimento de sua mãe.

Por ser um filme estrelado por nomes do momento, esse filme já nasceu com as expectativas altas. Em relação a atuação ele realmente não decepciona. Millie Bobby Brown consegue carregar o filme nas costas com seu carisma, e a quebra de 4ª parede – feita excessivamente, vale ressaltar – consegue fazer com que o público se sinta cúmplice da jornada de Elona Holmes.

O maior pecado talvez esteja na falta de foco na trama. Não fica claro qual é o verdadeiro objetivo da personagem, quando ela fica oscilando entre o mistério da mãe desaparecida e a tentativa de assassinato do Lord. Por mais que o personagem interpretado pelo até então desconhecido Louis Partridge seja um achado para a dinâmica do filme, a tentativa de fazer ele um par romântico da protagonista acaba que destoando com a mensagem de empoderamento que o filme transmite.

Enola Holmes/Netflix – Reprodução

O pouco tempo de tela de Helena Bonham Carter e Henry Cavill acaba sendo uma escolha acertada. O filme fica mais barato de se fazer e suas grandes personas não consomem o filme e fazem ele sair do foco e protagonismo da Enola.

Fica a dúvida se estamos diante do nascimento de uma franquia. Será que veremos Enola viajando no tempo para entrar em um grande grupo para salvar o mundo? Só o tempo irá dizer…

Classificação:

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