Filmes: Terror em Preto e Branco | SiriLista

Este é o oitavo dia…

Hoje voltaremos no tempo com a nossa SiriLista e homenagearemos os clássicos do terror e suspenses feitos em duas cores. Filmes que, apesar de sua “idade avançada”, ainda mostram ter um fôlego invejável, se fazendo presente e até encabeçando muitas listas de melhores filmes de todos os tempos do gênero.

Filmes que se perpetuaram no imaginário popular com seus monstros, criaturas e personagens icônicos. Influência presente e pulsante para muitas produções realizadas até hoje nas diversas linguagens. É claro que não dá pra ser muito justo numa lista de apenas cinco filmes, mas tentaremos ao máximo, transitando entre as décadas, atingir um nível aceitável de representação, trazendo criaturas grotescas, zumbis, assassinos em série e, é claro, muito terror e suspense em preto e branco.

Mas antes, pra você que começou agora a nos acompanhar, segue o link dos primeiros dias:

1ª Dia: Momentos Arrepiar – Saiba Mais.

2ª Dia: “Pequenos Investimento & Grandes Negócios” – Saiba Mais.

3ª Dia: Câmera na mão – Saiba Mais.

4ª Dia: Fantasia, Sustos e Aventura – Animações de arrepiar os cabelos – Saiba Mais.

5ª Dia: Suspense Policial – Saiba Mais.

6ª Dia: Especial Stephen King – Saiba Mais.

7ª Dia: Santo de Casa faz Milagre? – Saiba Mais.

 

  1. O Gabinete do Dr. Caligari (1920)
O Gabinete do Dr. Caligari (1920) – Reprodução

Francis (Friedrich Feher) e o amigo Alan (Hans Heinrich von Twardowski) visitam o gabinete do Doutor Caligari (Werner Krauss), onde conhecem Cesare (Conrad Veidt), um homem sonâmbulo que diz a Alan que ele morrerá. Assim acontece e Alan morre no dia seguinte, o que faz com que Francis suspeite de Cesare. Francis então começa a espionar o que o sonâmbulo faz com a ajuda da polícia. Para descobrir todos os mistérios, Francis acredita só haver uma solução: adentrar no misterioso gabinete do Doutor Caligari.

Considerado como a primeira obra-prima do cinema de horror. O Gabinete do Dr. Caligari é extremamente influente e alçado ao patamar de grande obra do movimento expressionista alemão no cinema. O filme compõe uma metáfora do olhar deformado, com ruas estreitas e entrecortadas, telhados góticos e cubistas e prédios e objetos deformados, resultando em uma das obras-primas das primeiras décadas do cinema e uma das mais importantes referências estéticas até hoje.

Papel e tinta

As locações foram feitas de papel, e as sombras pintadas nas paredes.

 

  1. Frankenstein (1931)
Frankenstein (1931) – Reprodução

Henry Frankenstein (Colin Clive), um cientista louco, vagueia à noite pelo cemitério na companhia de Fritz (Dwight Frye), um anão corcunda que é seu assistente. Frankenstein procura mortos e costura partes de diversos cadáveres para fazer um único homem, mas para “dar” a vida a este ser monstruoso um cérebro é necessário. Assim, ele manda Fritz para o departamento médico de uma universidade próxima, onde o corcunda esquadrinha vários jarros nos quais foram mantidos cérebros vivos para estudos. Fritz seleciona um cérebro e está rumo à porta quando se assusta com um carrilhão, fazendo-o derrubar o jarro. Ele rapidamente pega outro, sem reparar que no rótulo está escrito “cérebro criminoso”. Frankenstein, desconhecendo o fato, coloca o cérebro em sua criatura e espera uma tempestade elétrica, que ele precisa para ativar a maquinaria que construiu para eletrificar o corpo da sua criatura. Durante esta experiência estranha Dr. Waldman (Edward Van Sloan), um tutor de Frankenstein no passado; Elizabeth (Mae Clarke), a noiva de Frankenstein; e Victor (John Boles), seu melhor amigo, tenta fazê-lo desistir deste experimento. Mas o cientista está frenético e logo infunde vida na criatura dele, mas as consequências de tal ato serão trágicas.

Dirigido por James Whale, o filme baseia-se no livro homônimo de Mary Shelley (obra clássica do século XIX) e é responsável por “dar vida” nas telonas a um dos personagens mais icônicos do terror, sendo a principal referencia visual da criatura até os dias de hoje.

Boas bilheterias geram sequencias

O orçamento de Frankenstein foi de US$ 291 mil, sendo que arrecadou nas bilheterias americanas a quantia de US$ 12 milhões. Um resultado nas bilheterias que provavelmente influenciou na criação de mais dois filmes: A Noiva de Frankenstein (1935) e O Filho de Frankenstein (1938).

 

  1. O Monstro da Lagoa Negra (1954)
The Academy of Motion Picture Arts and Sciences will host a month-long series of screenings of classic horror films with “Universal’s Legacy of Horror” in October. The series is part of the studio’s year-long 100th anniversary celebration engaging Universal’s fans and all movie lovers in the art of moviemaking.
Pictured: Julie Adams and the Gill Man in CREATURE FROM THE BLACK LAGOON, 1954.

Na Amazônia brasileira, Carl Maia (Antonio Moreno), um pesquisador, fotografa o que parece ser a nadadeira de um anfíbio que talvez estivesse extinto. Mas o que ninguém nota é a presença discreta de uma criatura com o mesmo tipo de nadadeira, que está bem viva e próxima a eles. Carl viaja para mostrar sua descoberta e obter apoio financeiro, mas ao retornar com outros pesquisadores, descobre que dois funcionários deles foram mortos. Eles rumam para a Lagoa Negra, mas, lá, acham uma misteriosa criatura anfíbia, que pode ser o elo perdido entre duas espécies (uma aquática, outra terrestre).

Mais uma criatura dos cinemas que resiste ao tempo aparecendo em vários outras produções cinematográficas ao longo dos anos e sendo inspiração para tantas outras, como é caso do recente ganhador do Oscar de Melhor Filme A Forma da Água (2017). O Diretor do filme Guillermo del Toro (também ganhador do Oscar neste ano) declarou publicamente ter se inspirado nesse filme para criar seu monstro. As semelhanças entre os dois monstros são extremamente visíveis.

Monstro brazuca!

William Alland, produtor de O Monstro da Lagoa Negra, teve a ideia de rodar o longa-metragem após saber através do fotógrafo mexicano Gabriel Figueroa de uma lenda sobre uma criatura humanoide que viveria na América do Sul, mais precisamente na Amazônia brasileira, como descrito na sinopse do filme.

 

  1. Psicose (1960)
Psicose (1960) – Reprodução

Marion Crane é uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga de carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega num velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca.

Possivelmente a obra prima de Hitchcock, o filme é uma adaptação do livro homônimo de Robert Bloch, e se tornou um dos maiores clássicos de suspense de todos os tempos, sendo sucesso de público e crítica à época de seu lançamento. Porém, só está, especificamente, nesta lista (filmes em P&B) por opção do diretor (explicação abaixo). O filme tem uma qualidade técnica impecável e uma assustadora capacidade de lhe fazer simpatizar com um assassino.

Mão do diretor

Psicose foi filmado em preto e branco por opção do próprio Alfred Hitchcock, que considerava que a cores o filme ficaria “ensanguentado” demais.

Alfred Hitchcock comprou anonimamente os direitos do livro de Robert Bloch, por apenas US$ 9 mil. Logo após distribuiu várias cópias do livro, mantendo sempre segredo sobre o final da história.

 

  1. A Noite dos MortosVivos (1968)
A Noite dos Mortos-Vivos (1968) – Reprodução

A radiação provocada pela queda de um satélite faz com que os mortos saiam de suas covas como zumbis comedores de gente, fazendo com que um grupo de pessoas refugiados em uma casa tenham que lutar pela sobrevivência contra uma horda sedenta de carne e sangue.

Encerrando essa lista de clássicos em preto e branco indicamos para você a gênese dos filmes de zumbi que conhecemos hoje. O progenitor de The Walking Dead. A Noite dos Mortos-Vivos teve um grande impacto sobre a cultura dos Estados Unidos, por ser considerado subversivo e bastante crítico em relação à sociedade do final dos anos 1960 (período da Guerra do Vietnã). Apesar de não ser o primeiro filme de zumbi, ele é a principal referencia do subgênero denominado “apocalipse zumbi” e influenciou o arquétipo moderno do zumbi na cultura popular.

In Memorian

A série The Walking Dead dedica seu primeiro episódio da 8ª temporada a George Romero (diretor de A Noite dos Mortos-Vivos) em seus créditos finais.

George Romero, reverenciado pelos fãs e considerado como pai do zumbi contemporâneo, faleceu em julho do ano passado aos 77 anos.

O que você achou dessa especial Sirilista Halloween??? Deixem os seus comentários logo abaixo…

 

Curta a nossa página no Facebook!!!

Siga-nos no Instagram e no Twitter !!!

E continue acessando o nosso Site…

Por Eduardo Bringuel

 

Fontes:

 – GILMOUR, David. O clube do filme. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.

– KEMP, Philip. Tudo sobre cinema. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2011.

– ROGAK, Lisa. Stephen King, a biografia – coração assombrado. Rio de Janeiro: DarkSide Books, 2017.

– ADOROCINEMA. Filmes. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/numero-cinemas/> Acesso em: 17 de outubro de 2018.

– DARKSIDE. Cinebook. Disponível em: <https://www.darksidebooks.com.br/category/cinebook/> Acesso em: 17 de outubro de 2018.

– YOUTUBE. Getro. Disponível em: <https://www.youtube.com/channel/UCyDE9oEVAZwBtIsqMV26SIQ> Acesso em: 25 de outubro de 2018.

– YOUTUBE. Refúgio Cult. Disponível em: <https://www.youtube.com/channel/UCflCE9dixPqeC_EaSqQAqrw> Acesso em: 25 de outubro de 2018.

 

2 Replies to “Filmes: Terror em Preto e Branco | SiriLista”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *