Força da Natureza (2020) | Crítica

Chegou digitalmente, Força da Natureza do diretor Michael Polish. Sob uma temática tensa, e repleta de uma ação pontual, a produção ONE Media e Lionsgate possui muitos altos e baixos, sem impactar o público idealmente, todavia, compensa os espectadores com um elenco ligeiramente bom. Confira prévia:

Um grupo armado e sem escrúpulos, liderado por João Baptista (David Zayas) está caçando colecionadores de grandes obras de arte no mais novo estado americano, Porto Rico. E o último alvo encontra-se num prédio humilde no centro da cidade – “a velha estória de cobertura”. Paralelamente, uma tempestade de classe 5 está às portas daquela região e um dupla policial modesta – Cardillo (Emile Hirsch) e Jess Peña (Stephanie Cayo) – tem a missão de retirar os moradores ‘teimosos’ que não desejam deixar as suas residências ante o ‘apocalipse’. E nessa empreitada, os caminhos dos criminosos e dos policiais se encontraram.

Com uma pegada mais thiller, do que policial, Força da Natureza tenta emplacar o novo modal de filmes de ação – o que era esperado – mas esbarra em erros desnecessários, pontuais e grosseiros, como por exemplo, a escolha do título. Notoriamente, a tempestade ficou num plano secundário nessa produção, quase que sem interferência nos destinos dos arcos apresentados. Além disso, o filme não cansou de expor o público aos clichês. O que foi tema da fala do personagem antagonista, de codinome, João Baptista – sinceramente, todos esperávamos aquela cena final.

Adicione a tudo isso à baixa assertividade, faltou ao filme se encontrar como gênero e isso não foi proposital, mas claramente um erro de coesão textual, do roteirista Cory Miller. Outro exemplo da confusão instaurada na produção é a criação desnecessária de um ‘romance’ em meio ao duplo caos – as justificativas para o ‘clima‘ foram ‘estranhas‘.

Mel Gibson em Força da Natureza/ONE Media/Lionsgate – Reprodução

Todavia, Força da Natureza não é no todo ‘ruim’, como falado anteriormente, o filme beira uma gangorra cinematográfica, também há boas premissas, boas escolhas. A trilha sonora de Kubilay Uner funcionou bem, trazendo a tensão ideal para alguns momentos, bem como o longa pôde apresentar um elenco de razoável pra bom. Apesar da falta de tenacidade do antagonista – o que não foi culpa do ator – você ter um Mel Gibson como personagem secundário interessante, é bem legal – quando aparecia, sempre roubava a cena -. Além do bom trabalho de Hirsch e Kate Bosworth, a filha de Gibson na trama.

Nos quesitos técnicos, o filme de Michael Polish também não desaponta, mas a inconsistência no enredo é a grande marca da produção. Em meio aos múltiplos erros, Força da Natureza é um longa tímido, discreto e heterogêneo. Obviamente, vale a leitura, mas não crie grandes expectativas. 

Classificação:

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Lançado digitalmente no dia 2 de julho, você pode encontrar Força da Natureza nas melhores plataformas de streamings do Mercado.

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