Jurassic World: Acampamento Cretáceo – 1º Temporada (2020) | Crítica

Chegou neste último final de semana ao streaming mais popular no Mundo, a Netflix, a animação da DreamWorks em parceria com a Universal Pictures, Jurassic World: Acampamento Cretáceo. E se você chegou até aqui, o título da série animada não é por acaso, pois, ela é centrada no mesmo universo de filmes do ‘Parque dos Dinossauros‘. Confira prévia:

Para quem acompanha a franquia baseada nos escritos de Michael Crichton e trazida a vida nas telonas através do gênio Steven Spielberg, vai se deleitar com essa série animada da Netflix. Além das inúmeras referências arraigadas no programa – e tentaremos lembrar de todas por aqui – o seriado se passa paralelamente ao primeiro filme da nova trilogia, Jurassic World (2015). Ou seja, os produtores Colin Trevorrow e o próprio Spielberg, que presentes estão nas adaptações live-action, viram nesta animação inúmeras possibilidades de expandir, entrelaçar os universos e sim, criar um novo público para uma das franquias mais amadas de todos tempos. Vamos a trama?!

Darius e outros cinco garotos farão parte de um programa de acampamento capitaneado pelo conglomerado de empresas responsáveis pelo Jurassic World. Afinal, como instituições privadas, faz-se necessário criar múltiplos segmentos financeiros no Mercado. Nessa jornada, apesar das peripécias do grupo, algo sai do controle, e o parque perde a estabilidade ideal, os levando à perigos de morte. À começar pela presença do Indominus Rex (híbrido de Raptor, T-Rex e outros animais). Será que o grupo de amigos conseguirá sair do parque antes do colapso total do Jurassic World?

Jurassic World: Camp Cretaceous/DreamWorks Animation/Netflix – Reprodução

A animação possui 8 bons episódios, portanto não crie expectativas maiores sobre os fatos, pois a trama é construída para crianças e pré-adolescentes (apesar de mais velho, gostei!), logo, veremos uma produção bem jovial, sem aprofundamentos emocionais e/ou teóricos. Entretanto, como já falado lá trás, ela encanta por permanecer naquele mesmo universo. Confesso que a música composta pelo ‘Gigante’ John Williams e carinhosamente tratada por Michael Giacchino é nostálgico e acalentadora quando tocada há um turbilhão de emoções.

Mesmo apresentando a ingenuidade do homem com as ‘feras’, o que é tão característico nos filmes, a série Jurassic World: Acampamento Cretáceo funciona, não apenas apoiado no componente emocional e saudosista presente, mas tenta criar a sua própria história. Todavia, essa transição não foi algo fácil. Sentimos um roteiro com dificuldades para se encontrar nos primeiros episódios, mas houve uma recuperação rápida, um ajustamento sucinto e pontual nos seguintes capítulos. Com destaque para o desenvolvimento dos personagens, dos 6 jovens de nossa história. Os contornos, os desenhos também funcionaram, mas dentro um padrão financeiro pré-estabelecido e lembrando sim, outras medianas animações. Portanto, não tente criar grandes expectativas sobre o assunto.

A primeira temporada de Jurassic World: Acampamento Cretáceo é literalmente um flerte com os fãs da franquia. A assertiva do programa está em tentar criar desde muito cedo esse sentimento num novo público. Com uma proposta sólida, eficiente, quiçá, gigante. Pode ser muito cedo para falar sobre o assunto, mas Parque dos Dinossauros está galgando velozmente um espaço ainda maior no panteão de franquias mais amadas do Mundo, bem como em nossos corações. Que venha uma segunda temporada!

Classificação:

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A série animada encontra-se no catálogo da Netflix.

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