Kate (2021) | Crítica

Sem alardes, sem nenhuma hype, chegou o despretensioso “Kate” à Netflix. Emoldurado em neon, com muita pancadaria  e possuindo uma narrativa frenética, o filme estrelado por Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) surpreende o espectador positivamente. E nas próximas linhas iremos debater aqui, os pontos fortes e fracos dele.

Longas de ação são normalmente hostilizados pelos críticos, pois, esses cobram respostas filosóficas e dramáticas a atitudes dos personagens, mas defendo que há espaço para todo tipo de gênero e cultura dentro da industria cinematográfica. E “Kate” encaixa-se perfeitamente nesse sentido. Ele abraça a cafonice e o cinema “brucutu”, em meio aos erros presentes na trama.

A nossa historia traz a personagem-protagonista, Kate (Winstead) mergulhada num caos absoluto. Pensando em aposentaria, ela é arrastada para a última uma missão. Mas um imprevisto acontece, Kate é envenenada por um isotopo radiativo que a levará a morte em questões de horas. A busca por respostas a colocará em confronto direto com a Yakusa e desafios de “tirar o fôlego”.

Trabalhar a morte iminente da personagem não pelas mãos dos vilões e seus capangas é tão assertivo quanto surreal e de certo modo, funciona. As cenas de ação são incríveis, mais uma boa marca do produtor de “John Wick”, David Leitch. O filme propõe um dinamismo intenso e inteligente, sendo capaz de enxergar o ótimo encaixe de Winstead em sua personagem. Ou seja, ela respondeu bem ao que lhe foi proposto.

Bem dirigido pelo francês Cedric Nicolas-Troyan (“O Caçador e a Rainha do Gelo”), e sem contrapontos nesse aspecto, “Kate” responde bem aos quesitos técnicos. Todavia, nem tudo são flores, o  filme falha em sua trilha sonora [muito barulhento], e em pontos específicos do roteiro, como na construção do antagonista. Vale salientar, que era extremamente previsível enxergar em Varrick, de Woody Harrelson, o vilão.

Acelerado na medida certa, e com bons personagens secundários, como a jovem Ani (Miku Martineau) que torna a trama mais emocional, “Kate” é legal de se assistir. Há mais coisas positivas do que negativas. Intenso, meio “cyber-punk”, o filme da Netflix merece ser experimentado.

 

Classificação:

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Sob a direção de Cedric Nicolas-Troyan e roteiro de Umair Aleem, o longa encontra-se disponível na Netflix.

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