La Casa de Papel – Parte 5 (2021) | Crítica

Desde a sua fundação, o SiriNerd tem acompanhado de perto a série de ação Netflix, “La Casa de Papel”. Já detalhamos aqui, através da minha voz ou de outros colegas os altos e baixos do programa que tornou-se simbolo de resistência ideológica e sucesso entre os fãs. E nesse novo capitulo, trataremos especificamente da quinta parte do seriado que ganhará contornos finais em dezembro. Vamô simbora?!

Naturalmente, veremos os desdobramentos da última parte aqui: Problemas com reféns, o exército perigando para adentrar no banco e sim, O Professor (Alvaro Morte) surpreendido pela ex-policial, sem nada a temer, Alicia Sierra (Najwa Nimri). Diga-se de passagem que este problema será solucionado através dos 5 episódios dessa nova temporada, mas a resolução será simples e quase superficial [aqui, está um grave problema de “La Casa de Papel”, a série não consegue abraçar o lado vilanesco da equipe de ladrões sofisticados, nos levando facilmente ao erro].

A narrativa “cinza” quanto as ações da policia, exército e ladrões persistirá nessa temporada, transbordando a eficiência das coisas e do roteiro, que dessa vez foi mais cirúrgico e dinâmico que nas rodadas anteriores. Quase não houve tempo gasto com conversas fiadas ou ideias não utilizadas. Somados a boa direção, com cenas de ação, beirando a excelência, a quinta parte de “La Casa de Papel” encontra último fôlego para a chegada do “gran finale”.

No entanto, a série Netflix tem repetido erros, existentes ainda em sua primeira temporada. Alguns personagens, como Arturo Roman (Enrique Arce) já foi esgotado. O triângulo amoroso entre ele, Estocolmo (Esther Acebo) e Denver (Jaime Lorente) já rendeu – “ninguém aguenta mais“. Assim como encontraram soluções para personagens importantes durante a nossa história, esperamos que arrumem a casa para essa secundária.

Com ótima mixagem e edição de som, “La Casa de Papel” é tecnicamente soberba. A escolha dos cortes, a inserção dos flashback’s à trama, mais uma vez foi assertiva e até positivamente desconcertantes, criando corpo e enredo de plot para o final. Quanto as atuações, o programa manteve o nível: Bom. Morte e Úrsula Corberó (Tóquio), por exemplo, elevam as crenças no conteúdo, “carregando bem o piano”.

Em comparação as últimas temporadas, nitidamente houve uma evolução positiva para “La Casa de Papel”. Álex Pina, showrunner do programa, conseguiu acertar boa parte dos erros presentes nas duas últimas partes. Com ótimas cenas de ação, e uma narrativa mais enxuta e emocionalmente “arisca”, a série Netflix pode ter se achado. Criando bons ganchos para o desfecho, esperamos um final digno e que acalente o coração do público.

 

Classificação: Círculo de Fogo: The Black

 

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A quinta parte da série espanhola, “La Casa de Papel” encontra-se no catálogo da Netflix.

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