Legítimo Rei (2018) | Crítica

“Apesar de algumas escolhas ruins para o roteiro, o filme é ligeiramente bom”

Não é novidade alguma dos vultuosos investimentos que a plataforma de streaming, Netflix tem realizado em seus produtos originais. Dessa vez, a escolha foi pelo filme Legítimo Rei que conta com o ator Chris Pine (Star Trek, Mulher Maravilha). O longa apresenta Roberto de Bruce, o primeiro monarca escocês. Mas, para ele chegar lá, nada melhor que assistirmos ao filme.

Em meados dos anos 1300, a Inglaterra viu uma oportunidade única de controlar a vizinha Escócia pela morte prematura do rei João, que não deixou herdeiros. E como fazer isso? Oportunizar o caos, e submeter os possíveis súditos, através do poder; trabalho então desenvolvido pelo rei Eduardo I (Stephen Dillane). Nesse precipício, envolto dos ideais de William Wallace, o lorde Roberto de Bruce (Chris Pine) acreditou que poderia haver uma mudança, que o futuro de sua nação não era se tornar um vassalo perpétuo da poderosa Inglaterra. Ele sabia que isso não seria tão simples, e o trabalho desse longa fora contar justamente essa história para o público.

Escrever filmes não é uma das tarefas mais fáceis, baseado em fatos reais, a tarefa é ainda maior, Legítimo Rei, da Sigma FilmsAnonymous Content, infelizmente se perdeu no roteiro por tentar, inusitadamente, pôr quase toda a saga de Roberto de Bruce, como queiram, Rei Roberto ao longo de todo o filme, o que o tornou burocrático, em certos momentos, maçante. Bem dirigido? Sim, o também roteirista David Mackenzie conduziu o longa em suma, bem. Há boas cenas de ação, contudo, o score da trama não é um dos melhores pelas escolhas erradas no roteiro. É necessário que o público entenda porque deva passar um determinado tempo a frente da TV, ou da telinha do Cinema, o que, não ficou claro aqui.

Quanto ao elenco, o maior nome dele é Chris Pine que não passou tanta confiança em sua atuação. Havia momentos que o desconhecíamos na trama, não passando de um trabalho ligeiramente razoável. Contudo, Florence Pugh que interpretara Elizabeth de Burg, a rainha escocesa Elizabeth, esteve bem, sólida ao papel, fora o verdadeiro destaque a trama. E apesar de algumas escolhas ruins para o roteiro, o filme é ligeiramente bom. Destaca-se também a direção de arte, de figurino e maquiagem. Como não falar das ótimas escolhas dos cenários para a trama – se foram gravadas imagens em ambientes fechados, não nos pareceu, mas se a opção fora as locações externas, acertaram.

Legítimo Rei, filme original da Netflix, cria uma expectativa positiva sobre o futuro do serviço de streaming nesse segmento. As obras cinematográficas da Netflix devem beirar a qualidade desse filme, que apesar dos contratempos, é um bom filme sim! Vale a pena assistir, e quem sabe, procurar entender um pouco melhor essa história apresentada. Afinal, Roberto de Bruce, o Roberto I da Escócia, fora um dos heróis reais no período medieval, que lutou pela emancipação de seu país, pela liberdade de seu povo. Encerro o texto com uma solene frase entoada no filme: “Não é pelas terras, é pelo povo, pelos escoceses”.

Classificação: 

Legítimo Rei está disponível na Netflix.

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