Lucicreide vai pra Marte (2021) | Crítica

Dirigido por Rodrigo César, a comédia Lucicreide vai pra Marte nos remete a uma personagem já querida do público por suas gaiatices no Zorra Total.

No longa, revemos a personagem Lucicreide, recifense humilde e mãe de cinco filhos, que trabalha como doméstica, que envolta em seus dramas pessoais e aperreios, ora com a sogra escorada, ora com uma vizinha travesti; de uma maneira confusa e acidental, acaba ingressando no programa de seleção de uma missão espacial a Marte.

Um ótimo time composto por comediantes pernambucanos foi formado junto à protagonista, vivida pela atriz Fabiana Karla: Jeison Wallace (a eterna Cinderela), dona Irene (pra torar), Ivanildo Gomes Nogueira, o Batoré; conta também com uma participação especial do Tenente-Coronel da Reserva da Força Aérea Brasileira, Marcos Pontes, que além de ser o primeiro astronauta brasileiro, é político, engenheiro e também Ministro da Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações, presença essa que visa dar credibilidade as informações científicas passadas no longa, que denota um certo compromisso com a ciência, utilizando o humor escrachado e sarcástico, tornando-a caricata, porém de maneira esclarecedora.

Junto a Lucicreide, um time de brasileiros aleatórios selecionados (um padre, uma astróloga, uma modelo de lingeries e um crossdresser) seguem para o treinamento para a missão à Marte, onde se submetem, de maneira hilária, ao processo, que remete de certa forma à realidade dos astronautas.

Algumas das cenas do filme foram gravadas em Recife e na Reserva do Paiva, já outras no “Kennedy Space Center”, Centro de Lançamentos da NASA, na Florida, onde Pontes guia os candidatos à missão; mas ele também atuou nos bastidores, como consultor da equipe de produção.

As tiradas e cenas de comédia com Lucicreide e seu núcleo familiar e com a equipe de voluntários são as melhores, ponto também para o arco do drama pessoal dela, (afinal, qual mãe solteira de 5 filhos nunca cogitou sumir para um lugar bem longe, por algum momento!?), e esse foi um ótimo artifício para tocar o público em momentos pontuais; já o drama paralelo se perde em um clichê simplório, mas nada que comprometa a experiência. Indo sem muita expectativa e com uma boa dose de suspensão de descrença, é uma comédia hilariante, desbocada e renderá boas risadas. Esquecível, sim, mas o divertimento é garantido.  

Lucicreide é na verdade uma bela e hilária homenagem de Fabiana Karla a todas as mulheres guerreiras, que apesar das dificuldades estão sempre se reinventando e dando a volta por cima.

Afinal de contas, com certeza vivemos com, ou conhecemos “uma Lucicreide” em nossas vidas.

Classificação: Círculo de Fogo: The Black

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A comédia nacional “Lucicreide vai pra Marte“, da Globo Filmes, pode ser acompanhada nos cinemas, ou digitalmente.

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