Mogli – Entre Dois Mundos (2018) | Crítica

A Netflix disponibilizou no dia 07/12/2018 e eu fui lá conferir pra contar pra vocês o que achei do filme.

Assim como as duas versões da Disney, a animação de 1967 e o live-action de 2016, o longa da Netflix (que adquiriu o direito do filme a pouco tempo) também é baseada em O Livro da Selva de Rudyard Kipling, que publicou a coleção de sete histórias em revistas entre 1893 e 1894.

O filme é dirigido por Andy Serkis (Gollum em O Senhor dos Anéis e Cesar na nova trilogia de Planeta dos Macacos), que nos traz uma versão menos infantilizada da história do menino que ficou órfão, após um tigre chamado Shere Khan (dublado por Benedict Cumberbatch – o Doutor Estranho dos Vingadores) matar sua família.

Mogli (muito bem interpretado por Rohan Chando) é levado por Bagheera (dublado por Christian Bale – o Batman, antes de Ben Affleck assumir o papel) para ser criado por uma família de lobos, e após uma breve discussão é aceito pelo líder da alcatéia. Com a condição de seguir as leis da selva, que iria aprender com o urso Baloo (dublado pelo próprio Andye Serkis). O urso, nessa nova versão da história é bem menos amigável, mais sério e é o tutor dos jovens lobos da matilha, sendo também responsável por treiná-los para passarem no teste que definirá se estão prontos ou não a irem caçar com os adultos e tornarem-se membros da alcatéia.

Outra voz famosa que temos no filme é a voz da atriz Kate Blanchett, que interpretou Hela, a irmã do Thor, em Thor: Ragnarock, a atriz empresta a voz à serpente Kaa. Uma cobra que dizem ser tão antiga como a própria selva e que também é quem narra a história do menino lobo.

Apesar de muitas semelhanças (afinal de contas se baseiam na mesma obra) a versão da Serkis traz cenas mais fortes, mais violentas, porém mais realistas sobre como deve ser viver na selva. Sem se sentir incluído nem entre os lobos, nem entre os humanos, Mogli tem dificuldades de se identificar e criar sua personalidade. O longa apresenta uma trilha sonora boa, mas sem as canções alegres e que marcam gerações, como costuma fazer a Disney.

O fato de os animais não serem tão bem feitos, como os da última versão da Disney foram e já vimos que serão também no novo live-action de O Rei Leão que está por vir (Saiba mais) não comprometem o longa. A selva é muito bem desenvolvida e realista, mas não senti a mesma coisa dos animais, me pareceu que ficou um meio termo entre uma animação e um animal real (mas já li comentários falando que gostaram do que viram, então assistam lá pra terem suas próprias opiniões sobre isso).

O filme tem 1h44min de duração e mesmo sendo uma versão de algo que já conhecemos, mesmo que em versão diferente, não achei que ficou cansativo de ver. O filme consegue fluir bem e evoluir de forma razoável.

Como vocês puderam ver, pra quem assistiu as versões anteriores, fica quase impossível não fazermos a comparação entre elas e eu, particularmente, apesar de ter gostado dessa nova versão, ainda prefiro a clássica da Disney.

Classificação: 

 

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Por Humberto Gondim

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