Ninguém Mandou – 1º Temporada (2020) | Crítica

Chegou a Netflix, a primeira temporada do programa britânico ‘Ninguém Mandou‘, baseada na série de livros de Don’t Get Mad de Gretchen McNeil. Confira prévia:

Repetindo fórmulas do novo conceito ‘teen’, o programa tenta encontrar o seu espaço ao sol, ao subgênero que por si só, sofre preconceitos da crítica especializada. E sinceramente, caro leitor, Ninguém Mandou atinge o ‘meio termo’, o que não é bom. Tornando-se algo totalmente esquecível.

A série adaptada por Holly Phillips não apresentou nada de espetacular, nem novo, lembra até outras produções da Netflix, mesmo concebida pela BBC, como Thirteen Reasons Why. Como quais? Enumeremos: O quanto o bullying pode afetar os jovens; crises existências; se não suicídio, assassinatos; um colégio ginasial duro; e por fim, o mais importante, adolescentes sem pingo nenhum de humanidade.

A nossa história se passa no Bannerman, uma escola de ensino privado, com as exigências a flor da pele. Onde quatro jovens – Olivia Hayes (Jessica Alexander), Bree Deringer (Mia McKenna Bruce), Kitie Wei (Kim Adis) e Margot Rivers (Bethany Antonia) – criam um grupo secreto, o GDM, na perspectiva de combater o bullying, expor os agressores e denunciar a cumplicidade do colégio ante os fatos, bem como o estilo ‘vencedor’ que ele impõe.

Ninguém Mandou/Netflix/BBC – Reprodução

Funcionando há 8 meses, o GDM tem obtido vários resultados benéficos, mirando, dessa vez, um dos maiores atletas da escola com ações ruins, o que as meninas não esperavam era que esse garoto fosse morto, e a culpa lançada sobre elas – fato que atrairá a atenção policial sobre o caso. Será que elas conseguiram provar a inocência do GDM e ajudar a polícia a encontrar o verdadeiro autor do crime?

E como uma boa série ‘teen’, apresentará as dificuldades naturais que uma adolescente passa, na chamada era dos descobrimentos. Nesse ponto, a série foi muito feliz. Sem criar grandes embaraços, a não pelos psicopatas criados naquele ambiente, as histórias das quatro protagonistas funcionaram. Na realidade, a série é ‘redondinha’, o problema é a repetição de ideias inseridas nesse contexto – Mas o que poderíamos esperar?

Com arcos bem construídos, exceto pelos ‘vilões’, boas interpretações, uma trilha sonora compatível ao gênero, a minissérie respondeu bem as expectativas. Sem grandes sustos, nem grandes pompas. O programa da Netflix entreteu um bocado, mas só. E possibilitou ganchos que podem se tornar algo relevante, caso haja uma renovação do produto.

Classificação: 

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A primeira temporada de Ninguém Mandou possui 10 episódios, com aproximadamente 20 min cada, e encontra-se no catálogo da Netflix.

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