O caminho de volta (2020) | Crítica

Estreou digitalmente no mês de março de 2020, o mais novo filme da Warner Bros., estrelado por Ben Affleck, O Caminho de volta. Com uma narrativa objetiva, um roteiro simples apesar de redondinho, e sem arrancar do protagonista a instabilidade desejada, o longa retrata as consequências do alcoolismo na vida de um homem que perdeu, tudo, a partir da morte do filho. Mergulhado em sua dor, o empreiteiro e agora também, treinador de basquete, Jack Cunningham encontra no esporte, o vazio que lhe faltava. Confira prévia legendada:

O abuso do álcool e outras drogas afins fazem parte de uma fugacidade do comum, algumas pessoas preferem encarar a realidade, as dores, os problemas que naturalmente permeiam a nossa vida, através de elementos que entorpecem o EU. E Jack Cunningham (Ben Affleck) viu na bebida alcoólica, um escape para encarar a perda de seu único filho. E a trama consegue mostrar isso de maneira objetiva, com a escolha certa, de quadros, cenas que demonstram o quanto o nosso protagonista está perdido, encarcerado nesse aparente caminho sem volta – dirigindo, no banho matinal, em momentos comuns, no trabalho.

Em meio a toda essa tempestade, Jack é convidado para voltar a escola católica em que estudou no ensino médio e foi astro no basquete, para treinar o time, que não andava bem no campeonato local. O amor ao esporte, aos jovens em si e suas respectivas histórias, histórias que lembram ao do próprio Cunningham, o espírito de competição, fazem Jack lutar contra o vício. Obviamente, essa é uma luta constante, e recaídas farão parte desta guerra.

O Caminho de Volta/Warner – Reprodução

Paralelamente, O Caminho de volta traz um Affleck no papel principal de algo que também fez parte de sua vida, o alcoolismo. Não é novidade pra ninguém, que ama a cultura pop, a triste notícia do afastamento dele nos projetos da Warner/DC por motivos semelhantes ao do personagem, afinal, o ator foi o Batman em BvS: A Origem da Justiça (2016) e Liga da Justiça (2017), e comandaria e estrelaria um filme solo do Homem Morcego. E neste longa, notoriamente, vimos um Affleck muito confortável no papel, uma boa retomada em sua profissão, mas também fica claro, que isso não foi bem explorado pelo roteiro, faltou ao escritor Brad Ingeslby um aprofundamento maior da história, apesar dele preencher todas as lacunas que tornam um filme redondinho.

Consecutivamente, o diretor Gavin O’Connor também cometeu erros que custaram ao filme a sensação de simplicidade narrativa não-desejada. Sem personagens satélites importantes, sem arcos, ou subtramas que tornam o longa psicologicamente importante, O Caminho de volta esteve muito próximo do esperado, do simples, sem oportunizar o ‘novo’ ao público. De uma narrativa objetiva, leve e sem profundidade, sem grandes erros, mas também sem nenhum grande acerto, O Caminho de volta esteve na faixa do ‘comum’. Infelizmente, se colocando atrás de outros filmes do gênero.

Classificação:

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A estreia de O Caminho de volta se deu digitalmente, no dia 24 de Março.

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