O Chamado do Mal (2018) | Crítica

“O filme não empolga…”

A segmentação cinematográfica no âmbito do terror ganhou uma nova roupagem recentemente, afinal, não dava pra continuar no marasmo de sempre, de extrema apatia e fraco processo criativo. A recuperação do setor veio com Invocação do Mal, filme comandado por James Wan. E através desse exemplo, passava-se o recado de que era extremamente possível, fazer algo bom, mesmo com baixo orçamento. Obviamente, muitos seguiram a receita da franquia “Dark” da Warner Bros., outros filmes surgiram, maximizando o mercado de “terror” no cinema. Como reflexo a tudo isso, o filme Corra! (2017) surpreendeu e arrastou um Oscar de melhor roteiro original em 2018, demonstrando sim a força desse segmento para Academia, críticos e público, outro bom exemplo é o recente lançamento de Halloween [Veja a nossa Crítica], também sucesso de crítica e bilheteria (Será que o terror irá faturar mais uma?).

E onde se encaixa o longa, “O Chamado do Mal”, da Imagem Filmes, nisso tudo? Simples, o diretor e escritor Michael Winnick não conseguiu convergir as últimas tratativas do segmento para esse filme. A ideia pro longa é boa, mas o filme foi semelhante ao terror das décadas de 90 e 00, sem muito direcionamento, sem muita coesão, apenas com a tensão, tão típica para aqueles filmes, e uma história descabelada e puramente, sem sentido algum.

A premissa é razoavelmente boa, começamos a nossa história numa cidade afastada dos grandes centros urbanos, onde um jovem casal – Adam (Josh Stewart) e Lisa (Bojana Navakovic) – se mudam para lá, pelo novo emprego dele, um professor universitário do departamento de matemática. “Grávidos” esperam o primeiro filho, mas algo novo, terrível e diabólico está para acontecer naquela família.

O filme não empolga, a trilha sonora não é um verdadeiro convite ao terror – por vezes, a bendita musiquinha nos deixa mais tensos, que a própria cena de terror -, mas em O Chamado do Mal, nem a trilha, e pasmem! Nem as cenas deixam você “morrendo” de medo, exceto uma que não irei falar.

Falar sobre o elenco em filmes de terror, é meio complicado, normalmente eles reagem conforme a história, se boa, o elenco passa ligeiramente bem, caso contrário, apenas há um sofrimento aos nossos olhos pelas suas fracas atuações, afinal, é perfeitamente comum quando o ator não acredita naquele filme, ele passe também a não acreditar naquele roteiro, logo, não há estímulo algum para atuar. Nesse filme, os atores responderam bisonhamente a fraca história, sabe, voltando ao passado, seria facilmente convertida suas múltiplas cenas, em cortes num besteirol americano qualquer.

O Chamado do Mal não corresponde a nova safra de bons filmes de terror, está longe disso. Sem muita coerência, o longa não ultrapassa o limite desejável de uma trama mediana. Previsível, não traz nada que deseje continuar em assistir ao filme da metade para o fim, apesar de ter assistido todo ele. Com poucas cenas de terror propriamente dito, não será lembrado pelo fã comum, mais um longa sem o verdadeiro primor.

Classificação: 

O Chamado do Mal está em cartaz nos cinemas, estreou no dia 06 de Dezembro.

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