O Date Perfeito | Crítica

Após sucessivas produções relativamente “boa”, o serviço de streaming Netflix, utiliza-se da mesma fórmula “teen love” já adotadas em filmes anteriores, como: Sierra Burgess [Veja a nossa crítica]; Barraca do Beijo e outros títulos; e adiciona mais um longa, tipo: “sessão da tarde” a seu catálogo, “O Date Perfeito”, protagonizado pelo galã do momento, Noah Centineo. Sem nenhuma novidade aparente, a produção investe num ator em ascensão, mas peca na criatividade, achando que o público desse segmento não se reinventa, não busca o “novo”.

Baseado numa história meramente clichê, “O Date Perfeito” traz um garoto, Brooks, que para pagar a sua faculdade tropeça num serviço de acompanhante, mas não aqueles das páginas amareladas do jornal, daquele de se fazer companhia mesmo, de ir a eventos solenes, casamentos, festas escolares, rodeios e até um bom café. Ele se comporta como a solicitante deseja. Nesse pseudo-trabalho, aquela cliente que deu todo o “start” em tudo, Celia Lieberman (Laura Marano) poderá mudar a concepção de mundo vivida por Brooks.

Hoje destaque em filmes do gênero, Noah Centineo, futuro He-Men da franquia Mestres do Universo, da Sony, [Saiba Mais], executou o seu papel ligeiramente bem, na realidade, os personagens do longa não exigem muito dos atores não, portanto, quase todos estiveram sim, bem.

Todavia, o que mais chama a atenção nessa produção é a falta do novo. Existe um belo descompromisso com o público, além dos furos existentes no roteiro, que resvalam numa falta de ousadia aparente. Só pra se ter ideia do descaso com o espectador, mergulhemos na concepção de ideias apresentadas pelo filme: O cara precisa da grana, mas há uma preocupação porque ele não tem dado atenção aos amigos, mas como ele faria isso? Ainda dividido entre os afazeres acadêmicos, dois trabalhos, e isso tudo dentro de 24h? Seria algo quase que impossível.

Ainda sobre o roteiro de Steve Bloom e Randall Green, a impressão que fica é que você perdeu algo pelo caminho, ou dormiu no filme, coisa que talvez, devesse eu ter feito, mas não o fiz. Ficou a sensação da falta de conexão entre uma ideia ou outra. Falam que o garoto foi egoísta no filme – entretanto, só vejo um cara lutando por um objetivo master, num dado momento, no caso dele, entrar em Yale.

Sem nenhuma sustentação sólida, “O Data Perfeito” se utilizou de pequenos motivos e ideias pobres, sem profundidade alguma, para tentar nos convencer sobre a trama. Olha… Pra ser honesto, nunca, nunca menospreze o fã, nunca ache que dá pra continuar algo, pautado numa mesma ideia, precisamos sempre nos reinventar. Você já deve ter ouvido a expressão: Você acha que o povo não pensa? O povo pensa. O cinéfilo de plantão pensa, e pensa muito, faz comparações com este e aquele filme, com livros, quadrinhos; sabe o quer, gera expectativas sobre um filme. E infelizmente, a Netflix tem teimado a repetir fórmulas, achando que o público quer mais do mesmo. Não!!! O serviço de streaming talvez precise entender que o seu cliente também é exigente, que fazer mais produções, não caracteriza consecutivamente em qualidade. Precisamos de filmes, séries únicas, que tenham significado, e não algo que preencha um suposto catálogo. Afinal, eles terão vários concorrentes por aí (Disney+, Warner Media…) e provavelmente precisarão ajustar o seu card. “O Date Perfeito” é um romance teen, totalmente previsível, sem graça e textualmente confuso.

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