O Sangue de Zeus – 1° Temporada (2020) | Crítica

O Sangue de Zeus é a mais nova animação da Netflix, que retrata uma guerra entre os deuses Olimpianos e os titãs, a conhecida Titanomaquia, da mitologia grega. Nessa guerra, os deuses levam a melhor, mas antes de serem completamente derrotados, os titãs lançam seus corpos no oceano, se espalhando pela terra antes de terem suas almas aprisionadas. Confira prévia:

A partir disso, a história se segue, muitos anos depois. Conhecemos nosso protagonista, Heron, um rapaz de um vilarejo pobre, que mora com a mãe. Ambos sofrem um preconceito e repudia enorme, Heron por ser um bastardo, e sua mãe por ter trazido consigo uma nuvem negra que nunca deixou de pairar sobre o vilarejo.

Certa noite o vilarejo é atacado por demônios, demônios esses que surgiram após consumir a carne do corpo de um dos titãs, que foi arremessado a margem por uma corrente marinha. O vilarejo é defendido por Heron, pela amazona Alexia e seus soldados. É revelado pra gente então que Heron não era um bastardo, e sim o filho de Zeus, o deus dos deuses, e como todo filho de Zeus que é de fora do casamento, a enciumada deusa Hera inferniza a vida do garoto e da mãe, conspirando com os demônios ao ponto em que o líder deles, após uma perseguição a Alexia, que estava com um mapa que continha a localização dos corpos dos outros titãs, acaba encontrando o povo do vilarejo e junto deles a mãe de Heron, Electra, que acaba sendo assassinada. A perseguição no fim das contas havia sido armada por Hera, como vingança.

O Sangue de Zeus - Netflix

Ao todo, a obra perfeita. A animação, a história, o desenrolar dela, a profundidade corretamente dada a todos os personagens que são importantes para o enredo, principalmente para o protagonista e o antagonista!

A série traz uma mesclagem entre a mitologia grega clássica e a mitologia grega fictícia, criada pela Netflix, e isso foi uma coisa genial, trazendo inovação para os amantes da mitologia, já cansados da mesma mesmice nas adaptações. Além de tudo isso, a série traz uma dose de ação fantástica, que combina perfeitamente com a técnica de animação, já usada antes em Castlevania. Deixarei como destaque a construção dos personagens Heron e Seraphim, vilão da série. O modo que Heron passa de um simples Plebeu para um Herói digno de uma Epopeia. E o Seraphim, que passa de um odiado no começo da série, para uma personagem que compartilha facilmente sua dor com o telespectador, no final, é fantástico.

A série tem tudo pra ganhar renome entre as animações da Netflix, haverá claramente uma segunda temporada, coisa que o final nós revelou.

Classificação:

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A primeira temporada de O Sangue de Zeus encontra-se no catálogo da Netflix.

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