O Sol Riccione (2020) | Crítica

Chegou em primeiro de julho à Netflix, O Sol Riccione. Apoiando-se nas belas imagens da praia italiana que dá nome ao filme e ao ato de veranear – que quase todos amam -, o longa tenta abordar, de maneira festiva, as histórias, os sentimentos de 14 personagens, da amizade à descoberta, o aprofundamento e a retomada de grandes amores. Confira prévia:

As produções cinematográficas espalhadas no globo possuem as peculiaridades regionais que lhes cabem. Únicas, quando comparadas a outras, ou seja, cada país tem um jeito muito especial de se fazer cinema, mesmo que haja parâmetros a seguir. Com O Sol Riccione dos diretores Antonio Usbergo e Niccolò Celaia ocorre o mesmo, o modo de trabalho italiano está lá.

O verão na Itália é algo mágico… Localizado no hemisfério norte, nas proximidades da zona temperada, normalmente o clima por lá é frio. E o verão é a estação desejada por jovens, adultos e idosos para fazer novas amizades, conhecer novos amores e curtir um pouco mais de calor. Nessa esteira, um grupo de jovens terá as suas histórias entrelaçadas. 

Apesar de ousado em apresentar uma história com um ‘punhado’ de personagens, o filme não soube o que fazer com tantas bocas para alimentar. Em algum momento você se esquecerá de um, ou de quase todos os envolvidos, tornando a estória frágil e ligeiramente rasa. E seguindo o exemplo de outros filmes que tentaram traçar o mesmo caminho, O Sol Riccione também fracassou.

O Sol de Riccione/Netflix – Reprodução

A mais nova produção da Netflix se perdeu em sua própria narrativa… A construção do enredo, a empatia aos personagens não funcionaram bem, exceto para a dupla: filho e mãe no longa, Vincenzo (Lorenzo Zurzolo) Irene (Isabella Ferrari), respectivamente. E a superficialidade era palpável em toda trama, em suma, muitas ideias, muitas histórias, e uma criança sem imaginação as contando, no que você, caro leitor, acharia que deveria dá!?

O filme também apresentou bons conceitos técnicos, com destaque positivo para fotografia, dispersadas em vários tons claros e intensos, mas a temática não encantou. A história insossa e sem objetividade produtiva alguma se sobrepôs. O longa parecia um texto publicitário daquela praia italiana. O Sol Riccione se apresentou aos espectadores, amantes da Netflix, de maneira disforme e vazio, o que é uma pena.

Classificação:

Veja críticas de algumas das produções ligadas a Netflix:

O Sol Riccione chegou a Netflix em 1º julho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *