Precisamos de ajuda!

O título parece bem tendencioso – e é – na questão de ser um pedido de ajuda. Não, o SiriNerd não está precisando de ajuda. Mas nós, como humanos, estamos. Houve uma pesquisa dizendo que o Brasil iria levar a pandemia aos dois anos e estamos com um ano completo e indo ao segundo. Nós esquecemos a alegria e a garra, e demos cenário para uma das piores crises já enfrentadas pelo nosso país.

Muito se crítica o lockdown em questão de fome, trabalho, dinheiro, sustento. Mas digo: nós temos tanto poder e não sabemos o que fazer com ele, que deixamos escorrer pelas mãos as decisões a serem tomadas por representantes. Existem pessoas que perderam emprego nessa crise (vou levantar a mãozinha aqui pra você se identificar comigo), perderam dinheiro, perderam bens, perderam pessoas. Sim, até agora, foram 310 mil pessoas, pouco a pouco, sucumbindo à ignorância, à perversidade, à falta de estrutura e ao esgotamento físico e mental.

As ruas sem movimento, os bares sem a boemia, as praias sem as crianças pulando, os parques sem atividades. Tudo esmorecendo. Os hospitais estão lotados, não somente por falta de espaço, mas por falta de profissionais, de consciência. É ver as pessoas morrerem depois de muito trabalho e dar continuidade numa estatística sinistra. São pais, mães, filhos, filhas, profissionais, amores, solitários, pessoas que não acreditam e que acreditam no vírus. São sonhos sendo cobertos por lençóis ou ensacados de cinza, jogados no chão ou em gavetas. São pessoas, com nome, sobrenome, histórias, feitos e muita vontade de viver.

Aos nossos, que estão vivos, a gente faz manobra para que eles sejam poupados, rezamos com a incerteza de todos os dias, pequenas neuroses, excessivo cuidado, sem abraços, sem afeto, sem calor humano, para que nossa imunidade não baixe. Seguem todos os dias o estresse de estar alerta, de preocupação se alguém fica doente com algo simples, pois foi muito subestimado. Nos tornamos agente de limpeza hospitalar dentro de nossa casa e ainda parece não ser suficiente, nós nos isolamos de nós mesmos.

O pedido de ajuda, vai para aqueles que não tem ninguém por eles: é o comércio local, é a loja daquele amigo ou amiga que precisa pagar a conta pois acabou o auxílio, é aquela instituição que leva comida aos animais humanos marginalizados e animais abandonados. É uma vaquinha para custear algum remédio, ou até passagem para poder ir ao hospital de campanha realizar teste. Aquele troço, o dinheiro de um game que vai lhe satisfazer por alguns momentos é a linha tênue da sobrevivência hoje para alguém. Fica meu apelo, para que, se você puder colaborar, escolha uma instituição. Não precisa ser rico, precisa ter bom coração, empatia e vontade de ajudar.

Não vivemos em sociedade por acaso. Nossas mãos não entrelaçam por acaso. Elas têm um significado e que valham através de gestos solidários, no momento de agora. Tem gente desesperada, com fome. Nosso conforto importa, mas precisamos ter uma visão além de nosso alcance agora. Seja doando máscaras à quem não tem, comida, quantia para ONGs, roupas, higiene. Sejamos humanos sempre. E não julguemos quem precisa ir trabalhar, do mesmo jeito que não julguemos quem está em casa: cada um sabe sua necessidade e precisamos respeitar.

 

Esse é o editorial dessa semana, senhores. Com pesar.

 

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