Record of Ragnarok | Critica

Record of Ragnarok – 1º Temporada (2021) | Crítica

Seguindo com o caminho de trazer cada vez mais conteúdo de animação oriental para trazer a sua plataforma fãs dessa cultura a Netflix lançou, com a ajuda do estúdio Graphinica Record of Ragnarok, que conta a história de um torneio entre a humanidade e os deuses para evitar sua extinção na terra. Veja o trailer:

Record of Ragnarok, é um mangá japonês escrito por Shinya Umemura e Takumi Fukui e ilustrado por Ajichika. Tudo começou na revista de mangá Seinen da Coamix, Monthly Comic Zenon, em novembro de 2017. Foi licenciado na América do Norte pela Viz Media em junho de 2021. Em 17 de junho desse ano chegou ao catálogo da Netflix e cara… Deveria ter tido mais tempo para ser produzido.

Primeira coisa a se falar que ele é um Shonen clássico e com a máxima de um torneio entre seres superpoderosos, nesse caso deuses de várias origens e humanos famosos de toda a história, onde a batalha “deveria” ser o grande barato da obra.

Pois bem, deveria, porque tudo isso parece ter sido deixado de lado nos episódios disponibilizados até agora. Com muita imagem estática compondo os intermináveis minutos de cada episódio, as batalhas muitas vezes ficam de lado para contar histórias completamente sem sentido e deturpadas de ambas as figuras que lutam entre si. Tanto os humanos quanto os deuses tem suas origens modificadas de forma tosca, não encontro outro nome pra isso, forçando o espectador a engolir as razões para cada um estar lutando naquela arena.

O que deixa você mais irritado é o fato de que a arte, apesar de preguiçosa, é de certa forma bonita. Preguiçosa porque alguns personagens parecem ter sido um ctrl+c ctrl+v de personagens de outras obras famosas, e aqui dou maior ênfase ao todo poderoso Zeus, que é a cara de Netero, o velhinho líder da associação de caçadores de Hunter x Hunter.

Fora os lutadores, a plateia é completamente esquisita, aparecendo de acordo com os oponentes dentro da arena de luta, como se isso fosse normal. Dói muito ver aquilo sendo apresentado nas cenas para dar sentido aos poderes tirados de locais na qual não quero nem mencionar para não baixar o nível dessa crítica.

Enfim, foram algumas horas perdidas assistindo essa obra, que foi criada para agregar conteúdo oriental a plataforma, e que já tem uma segunda temporada a ser lançada na Netflix, infelizmente. Me resta esperar que eles aprendam a fazer uma obra mais focada na animação das batalhas e menos em histórias completamente malucas sobre as origens dos lutadores.

 

Classificação: (Pra não dar zero);

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A primeira temporada do anime “Record of Ragnarok” encontra-se disponível exclusivamente na Netflix.

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