Sex Education – 1ª Temporada (2019) | Crítica

“…nos envolve, ensina e nos faz pensar sobre a nossa humanidade”

A série britânica, com o selo original da Netflix, distribuída em oito episódios, aborda um tema ainda pouco conversado em nossas casas, em nossas escolas, mas essencial a vida do homem, com sacadas inteligentes e arcos interessantes, Sex Education desponta, surpreende positivamente, e entra sim, num seleto grupo de boas séries que mesclam o bom humor e o drama tão recorrente nesse assunto.

Não é nada fácil falar, se abrir e contar para alguém algo tão íntimo, como a nossa vida sexual. Agora imagina esse turbilhão de emoções, de dúvidas, de interrogações ainda jovens…. Você lembra de sua adolescência? E aí? Foi um período tranquilo, perturbador ou ainda você está nela? E sua vida sexual, como anda? Meio constrangedor, não!?

Pois bem, Otis (Asa Butterfield) e seus amigos estão prontos para solucionar os desafios tão inerentes a esse período. A sua mãe é como todas as outras mães, certo? Errado… No que tange a superproteção sim, mas Jean (Gillian Anderson) é a terapeuta sexual daquela região, o que desde já cria-se possibilidades de colocar Otis em algumas situações pra lá de desconfortáveis, mesmo dentro de casa. Mas, ele não está tão só para encarar a adolescência, pois possui um amigo de infância – o único nos primeiros minutos da série – Eric (Ncuti Gatwa) e com ele encara os arrojos da juventude.

Mas algo mudará na vida de Otis, a convivência domestica com a sua mãe, despertou no garoto uma gama de conhecimentos importantes no quesito comportamental, problemas conjugais, sexuais podem ser resolvidos por ele, em pleno ensino médio. Estimulado pela jovem colega de escola, intempestiva e forte Maeve (Emma Mackey), os conselhos de Otis passarão a ter importância, o arrancando do anonimato e o elevando a posição de “conselheiro amoroso”.

De certo modo, este não é um tema tão novo assim, já fora abordado em séries e/ou filmes, principalmente nas décadas de 90 e 00, contudo, os diálogos, os problemas são super atuais, cabem pontualmente em nosso dia-a-dia. Desde as consequências da utilização indiscriminada de drogas e seus problemas de  saúde tão recorrentes, principalmente na prática sexual; o aborto e seus desdobramentos; o ainda pernicioso preconceito as práticas libidinosas consideradas “naturais”, isso mesmo, ainda a nossa sociedade não respeita o homossexual e afins; o bullying e naturalmente o poder da mulher sobre o seu próprio corpo. E essas escolhas dão o UP! certo a Sex Education, tornando-a consciente, que dialoga com o público e relevante ao nosso tempo, .

Seguramente, não basta ter boas ideais para um filme, ou uma série. A obra precisa passar por um longo trabalho de produção, ter um bom roteiro e consecutivamente ser bem adaptada; e os atores viverem brilhantemente os papéis e por aí vai… Sex Education não está livre de alguns pequenos erros, mas é tudo aquilo que desejamos numa série, que mistura comédia e drama de maneira perfeita. Criada por Laurie Nunn, produzido por Jamie Campbell e Joel Wilson e comandado pelos diretores Ben Taylor e Kate Herron, Sex Education nos envolve, ensina e nos faz pensar sobre a nossa humanidade. O quanto a nossa vida é sensível, complexa e nada copiável.

Percebe-se um cuidado com a série nas escolhas dos temas abordados, nos arcos concisos, coerentes e delicados para cada novo capítulo, na ótima relação de cena entre o elenco, principalmente quando envolve grupos de faixas etárias distintas. Sex Education é diferente e igual aos produtos do segmento, mas único, no tom perfeito para um tema infelizmente pouco debatido no dia-a-dia.

 

Classificação: 

 

A primeira temporada de Sex Education estreou em 11 de Janeiro e está disponível no serviço de streaming Netflix.

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