Shazam! (2019) | Crítica

É um tanto caótico o Universo Compartilhado da DC nos cinemas, o caminho pelo qual trilhava era embaraçoso e sem “esperança” alguma. Mas, diante dos erros, a divisão da Warner Bros., DC Films precisou se reinventar, mudar a perspectiva, o olhar sobre o seu conteúdo, sobre os seus personagens, avaliando o que deu certo no seguimento, mas mantendo a “cara” de seu material. Primeiro, ainda em dezembro de 2018, o rei dos mares, Aquaman foi um verdadeiro sucesso de público e bilheteria [veja a nossa crítica]. E agora Shazam! ratifica essa incrível momento, essa mudança de rumo, de tom, de que podemos voltar a acreditar novamente na DC, de que podemos voltar a sonhar com a Liga da Justiça dos quadrinhos, dos grandes encadernados e das animações.

Shazam ou melhor, Billy Batson (Zachary Levi/Asher Angel) precisa resolver as suas mazelas, compreender o ser humano que é, amadurecer, tornar diferente, amar e aceitar o desafio de ser um super herói, tudo isso num pouco mais de duas horas de duração. O jovem tem peregrinado entre casas, moradias de adoção desde muito jovem, e paralelamente procura a sua mãe. Essa busca o levará a uma nova família, cheia de “imperfeições”, “complexa”, mas significativa, pois cada personagem representa cuidadosamente a sociedade, a nossa diversidade, quer cultural quer étnica. E nesse ambiente Billy irá aprender o verdadeiro significado de família.

Como nos quadrinhos, e em outras adaptações, Shazam! apresenta um jovem imperfeito, mas de bom coração, o que o leva ao “esconderijo” do mago Shazam (Djimon Hounsou), recebendo poderes incríveis: Sendo eles, Salomão (sabedoria), Hércules (vasta força física), Atlas (resistência, invulnerabilidade), Zeus (poderes mágicos), Aquiles (coragem) e Mércurio (velocidade, capacidade de voo).

Noutra ponta está Doutor Sivana, e este não é um vilão qualquer, não aquele típico vilão que serve de escada para o caminho do herói, Sivana é bem trabalhado e interpretado por Mark Strong. Ele tem uma fundamentação psicológica interessante, bem desenvolvida, profunda e incrivelmente amparada nos livros acadêmicos, e o mais magnífico nessa história é identificar o que torna Billy num herói, também tonara Thed Sivana em antagonista. Esse embate foi ainda maior pelo desafio que Doutor Sivana representava, sabe aquele mal, que não se tem ideia se o mocinho poderá vencer, este foi ele.

Um capítulo a parte está nas crianças que compõem o elenco, dividindo bem o peso da carga dramática, destacando-se o jovem ator Jack Dylan Grayzer (IT: A Coisa), que vivera na trama o irmão de Billy, Freddy Freeman. Para ser honesto, Shazam! é um convite especial aos amantes de quadrinhos, bem adaptado a saga “Novos 52”, sem deixar idéias das HQs clássicas de lado. Com boa trilha sonora, beirando as notas encontradas no trabalho de John Williams na franquia Superman das décadas de 70 e 80. Shazam! arrancará suspiros dos DCnautas, dos fãs do nicho de heróis.

Com cenas bem dirigidas por David F. Sandberg, roteiro redondinho de Henry Gayden e Darren Lemke, ótimos diálogos, recheados com a inocência devida, Shazam! já é bem quisto pelo público, e promete ser outro sucesso incrível de bilheteria. Ahhh!!! Vale frisar que o final promete, você será surpreendido positivamente (fica a dica, já trouxemos uma matéria levantando tal possibilidade, que o filme provou ser real, quer saber? Clique aqui).

Obs.: Shazam! possui duas cenas pós-créditos.

Classificação: 

Shazam! estreou no dia 04 de abril e encontra-se em cartaz nos cinemas.

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