Star Wars: Visions – 1ª Temporada (2021) | Crítica

Em uma galáxia muito, muito distante… É assim em praticamente todo prelúdio do que estamos por ver em um produto Star Wars e nesse não seria tão diferente e ao mesmo tempo tão correto afirmar isso. Com a clara intenção de dar novos ares e buscar novos mercados, a Disney resolveu apostar em estúdios japoneses para criar seu mais novo conteúdo de Star Wars situado no universo expandido da franquia.

A primeira coisa a se falar é: Não espere linearidade aqui. Como falado no começo, Visions é apenas um conjunto de histórias que revivem vários períodos da saga original, e até antes dela, com vislumbres da antiga república que até hoje não teve espaço nos produtos do áudio visual. Com diferentes estúdios e diferentes direções, cada episódio de Star Wars Visions tem em sua essência esperança e equilíbrio, além de inspirações de antigos mestres da animação e dramaturgia oriental (Afinal, estamos falando de estúdios japoneses).

E gente, é magnífico o que vemos em cada episódio da série. Para fãs de animações como Kill a Kill, Astro Boy, entre outros, enxergar nos traços e sequências de ação similaridades com essas obras só faz você se sentir mais apaixonado pela obra. Unindo isso ao ensinamento Jedi de que a força pode se manifestar de diversas formas, tudo parece ter saído de uma obra de arte de animes que fizeram e fazem a cabeça de todos os Otakus que eu conheço.

Claro que alguns episódios poderia ser mais elaborados, com mais cenas e até com um pouco mais de explicação do que está acontecendo ali. Afinal é necessário um ferreiro de sabres de luz para se ter um Jedi completo? Os Sith realmente só existem em dois? É tão fácil corromper uma alma apenas a forçando para o abismo de seus sentimentos? Mas para curtas de animação, Visions ao meu ver fez muito bem o seu trabalho de resgatar a essência do que é ser um fã de Star Wars.

Cheguei a ler em algum portal na vastidão da internet que Star Wars Visions levou de volta ao japoneses o que de fato era deles. Clara a influência da cultura oriental na obra de George Lucas, afinal o que são os Jedi e os Sith do que nada além de samurais, que seguem seu mestre até a morte se for necessário. E bem, não há exemplo maior do que os ambientes, feudais até, que as histórias são contadas.

Em conclusão o que posso dizer… muitas dessas histórias contadas nesses curtas de animação no estilo japonês poderiam se tornar algo mais nesse vasto universo de possibilidades que é Star Wars.

 

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