The Old Guard (2020) | Crítica

Baseada na HQ homônima (2017), criada por Greg Rucka e Leandro Fernandez, The Old Guard da Netflix A Velha Guarda para os mais íntimos – cria um universo interessante, atraente e repleto de possibilidades para uma franquia, mas derrapa nas mesmices do gênero. Confira prévia:

Seres humanos imortais! Quando não se pode morrer, o que se deve fazer? Um grupo de combatentes aprimorados que não conhecem a morte, utilizam a sua ‘dádiva’ para salvar a humanidade de grandes e pequenas guerras todos os dias. Mas, esses heróis seguem uma vida invisível e sem louros, atravessando os séculos.

Quando numa bela noite, a equipe liderada por Andromache da Cítia ou apenas Andy (Charlize Theron) é assombrada por pesadelos, anúncios da chegada de uma nova integrante ao grupo, a fuzileira naval americana, Nile Freeman (Kiki Layne), morta no Afeganistão. Paralelamente, um conglomerado de empresas farmacêuticas, liderado pelo inescrupuloso Merrick (Harry Melling) enxerga na imortalidade do bando, uma oportunidade de lucros e poder sem limites.

The Old Guard/Skydance/Netflix – Reprodução

O longa dirigido por Gina Prince-Bythewood apresentou alguns arcos sólidos, várias premissas foram criadas, talvez, não da melhor maneira possível, mas sim, plausíveis. Estabelecendo uma carga emocional adequada, um roteiro relativamente ‘redondinho’, repleto de ótimas cenas de ação, The Old Guard encontra-se num bom ‘time’ para o público e espectadores da Netflix.

Todavia, faltou ao filme relativizar, criar e condensar os fatos. A escolha de um antagonista frágil, apenas servindo de ‘ponte’ para o grupo de imortais se firmarem com heróis foi totalmente clichê, pra não dizer, insosso. Outra questão não oportunizada no filme, trata-se da baixa exploração do personagem de Chiwetel Ejiofor, o agente da CIA, Copley.

A sensação é que para um primeiro longa, a produção parece ter escolhido adotar algo mais comedido, e quem sabe, esperar resultados positivos desse, para lançar as suas melhores cartas à mesa, posteriormente. Ou seja, The Old Guard deixou as múltiplas possibilidades para um momento futuro, quem sabe, próximo. E sinceramente, gostaria muito de ver isso.

The Old Guard/Skydance/Netflix – Reprodução

Mas, por que devemos acreditar nesse futuro? Além da história ser muito boa… Se fazendo necessário alguns bons ajustes, The Old Guard possui uma vantagem que muitos filmes do gênero não tem, uma boa química do elenco sob as câmeras. O grupo capitaneado por Theron trabalhou ‘duro’ para o filme funcionar, os personagens são carismáticos e interessantes. Portanto, corrigindo tais erros, com uma boa dose de ousadia, a franquia pode surpreender.

The Old Guard da Skydance (produtora que trabalha ao lado da Paramount Pictures, presente nos filmes Top Gun: Maverick, Missão: Impossível e outras franquias) foi mais um longa a explorar o vasto mundo dos quadrinhos, e de maneira geral, cumpriu bem a missão. Não é um primor, mas a narrativa é legal, fluida e passível ao ‘novo’, desde que haja sensatez e coragem.

Classificação:

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O longa The Old Guard chegou a Netflix no dia 10 de abril de 2020.

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