The One – 1º Temporada (2021) | Crítica

Baseado no livro homônimo de John Marrs, a nova série da Netflix, The One questiona o verdadeiro significado do amor, não apenas recluso à histórias construídas em meio as adversidades ou um primeiro olhar, e sim através de conceitos técnicos-biológicos. Mas será que isso pode funcionar? Bom… Confira prévia:

Encontrar o verdadeiro amor não é uma das tarefas mais simples para o individuo, por vezes, passamos a vinda inteira sem conhecer aquela metade da laranja, aquela pessoa que nos completa. Em The One, essa pequena “celeuma” é facilmente solucionada. Basta que exista uma combinação perfeita entre o DNA das pessoas presentes num dado catálogo e a promessa de felicidade é garantida. No entanto, essa tecnologia tem um preço. Casamentos, namoros, relacionamentos são desfeitos em consequência a essa nova realidade – obviamente que isso poderia criar inúmeras histórias tensas, envolventes e até perniciosas. Mas, incrivelmente pouco foi utilizado e nada original foi criado.

A série The One fica presa num possível assassinato envolvendo os criadores da ideia, com destaque para a CEO da empresa, Rebecca Webb (Hannah Ware), deixando de responder algumas perguntas e pior, lançando duvidas em pequenos universos, quase que sem conexão com a trama principal. A proposta para o programa é ligeiramente boa – lembra até o universo de Black Mirror, da própria Netflix – mas, The One fracassa em todas as premissas apresentadas. A impressão que fica é de uma total previsibilidade e péssimas escolhas narrativas do showrunner Howard Overman.

Se tem algum argumento para corroborar com essa assertiva, faz-se necessário identificar o desenvolvimento de nossa protagonista. A personagem Rebecca encontra-se perdida dentro de sua própria ambição, mas isso não é bem traduzido nos oito capítulos da trama. Ela não consegue ser apresentada como vilã, nem um anti-herói. As duvidas lançadas sobre ela, afasta Ware de boa uma interpretação. Há momentos em que é notório enxergar na atriz o ar de “perdida”, de não saber o que está fazendo.

E isso se estende a todo o contexto produtivo do programa, que parece buscar algo novo, mas se vê repetindo fórmulas e ideias, não deixando “boas marcas” – sem criar uma própria identidade. Outro problema é que alguns dos muitos arcos criados não foram fechados proveitosamente, deixando algo em aberto que não tem valor para a história original, como é do casal Hannah (Lois Chimimba) e Mark (Eric K. Abrefa) – “Momento Laços de família”.

Se houvesse uma palavra resumitiva para a série é: “Perdida”. Creio que a falta de alguns diálogos elucidativos, que pudessem costurar algumas pontas soltas, poderia trazer sorte maior ao programa da Netflix. Sabe aquele coleguinha seu, com muitas ideias, mas sem uma organização mental para mantê-las bem definidas, assim foi The One.

Com um ritmo textual no mínimo “estranho”, sem a profundidade exigida para o tema em discussão, sem relativizar atuações, a primeira temporada de The One não conseguiu sair do “meio-termo”. Não criou raízes! E torna-se em algo completamente esquecível e sofrível. O que é uma pena!

Classificação:

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